A Abbott estabelece um acordo com a Directora-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) para expandir o acesso a Kaletra/Aluvia (lopinavir/ritonavir)

11 abr, 2007, 06:55 BST De Abbott

ABBOTT PARK, Illinois, April 11 /PRNewswire/ --

-- Abbott reduz o preço de Kaletra/Aluvia em países com rendimento inferior ou médio-inferior a 1.000 dólares americanos.

A Abbott (NYSE: ABT) e a Directora Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, concordaram em utilizar uma abordagem equilibrada no fornecimento de cápsulas e comprimidos de Kaletra/Aluvia (lopinavir/ritonavir ) a mais doentes nos países em vias de desenvolvimento, ao mesmo tempo que apoiam a investigação e desenvolvimento contínuo de produtos biofarmacêuticos a longo prazo. No interesse da saúde pública internacional, a Directora Geral Margaret Chan abordou a Abbott para discutir uma forma de melhorar as condições de preço e de acesso, mantendo simultaneamente os incentivos de apoio ao desenvolvimento de novos medicamentos.

Por forma a responder às necessidades dos países empenhados na expansão do tratamento do VIH/SIDA, a Abbott irá oferecer aos governos e ONGs de mais de 40 países com rendimentos inferiores ou médios-inferiores (conforme definido pelos critérios do Banco Mundial) um novo preço de 1.000 dólares americanos por ano por doente. Este preço é inferior ao preço de qualquer genérico disponível actualmente no mundo para este medicamento e é cerca de 55 por cento inferior ao preço médio actual para estes países.

A Abbott irá começar imediatamente a discutir este assunto com cada país individual onde as patentes da Abbott são respeitadas por forma a aumentar o número de doentes aos quais se pode fornecer cápsulas e comprimidos de Kaletra/Aluvia a este novo preço.

A Abbott está a levar a cabo esta acção por forma a aumentar ainda mais o acesso a este medicamento e a visar o debate em redor dos preços dos medicamentos para o VIH: através do aumento da acessibilidade de preço enquanto mantém o sistema que permite a descoberta de novos medicamentos. As patentes de cientistas e inventores deverão existir por forma a existirem incentivos para uma investigação e desenvolvimento sustentados. Sem este sistema, as drogas milagrosas de que o mundo desfruta actualmente, incluindo os medicamentos para o VIH, não existiriam.

No que se refere especificamente à Tailândia, a Abbott aprecia e respeita totalmente a sugestão da Directora Geral Chan de que é necessário trabalhar mais com o governo deste país para alcançar um resultado positivo.

Entretanto, as cápsulas de Kaletra continuam disponíveis na Tailândia e serão elegíveis para o novo preço.

Actualmente, as cápsulas de Kaletra estão registadas em 118 países, fazendo com que sejam o medicamento para o VIH mais registado a nível mundial. Os comprimidos de Kaletra/Aluvia serão registados em mais de 150 países no final do processo de registo.

Acerca de Kaletra/Aluvia

O Kaletra (lopinavir/ritonavir) é indicado para o tratamento de adultos e crianças com idade superior a dois anos infectados com o vírus VIH-1, em combinação com outros agentes anti-retrovirais.

A grande parte da experiência com Kaletra provém da utilização do produto em doentes não tratados com terapia anti-retroviral. As informações acerca de doentes confirmados com bastantes pré-tratamentos de inibidores de protease são limitadas. Existem poucos dados acerca de tratamentos de recurso em doentes nos quais o tratamento com Kaletra não foi bem sucedido.

A escolha de Kaletra no tratamento de doentes infectados com VIH-1 confirmados com inibição de protease deverá ter por base testes individuais de resistência viral e o historial de tratamento dos doentes. A utilização de Kaletra não é recomendada em crianças com idade inferior a dois anos devido à falta de dados acerca da sua segurança e eficácia.

Informação de segurança importante

O Kaletra não deverá ser ministrado a doentes que tenham tido uma reacção alérgica às substâncias activas ou a quaisquer dos excipientes, ou a doentes com uma insuficiência hepática grave.

O Kaletra é contra-indicado em utilização com astemizole, terfenadina, midazolam, triazolam, cisapride, pimozide, amiodarona, alcalóides de cravagem do centeio (ex., ergotamina, dihidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) , produtos com erva de São João (Hypericum perforatum) e vardenafil. O Kaletra não deverá ser administrada conjuntamente com lovastatina, simvastatina, rifampicina, fluticasona ou outros glicocorticóides.

Não se recomenda a administração conjunta de efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir e de comprimidos de Kaletra de 400/100 mg. Se a administração conjunta destes produtos e de Kaletra for clinicamente indicada, poderá ser considerado um aumento da dose de comprimidos de Kaletra para 600/150 mg duas vezes por dia. Contudo, uma vez que a segurança de doses elevadas de Kaletra ainda não foi estabelecida, deverá ser atentamente monitorizada a segurança do doente quando se administrar comprimidos de Kaletra de 600/150 mg duas vezes por dia.

Deverá tomar-se especial atenção quando se receitar sildenafil ou tadalafil a doentes que estejam a tomar Kaletra. A utilização concomitante de Kaletra com tadalafil ou sildenafil aumenta substancialmente as reacções graves associadas ao inibidor PDE5, incluindo hipotensão, desmaios, alterações na visão e erecção prolongada.

Deverá tomar-se especial atenção quando se receitar Kaletra e produtos médicos conhecidos por induzir prolongamento do intervalo QT, tais como clorofeniramina, quinidina, eritromicina ou claritromicina.

Os níveis de etinil estradiol podem descer quando forem administrados contraceptivos orais à base de estrogénio em conjunto com o Kaletra; deverão ser utilizadas medidas adicionais ou alternativas de contracepção.

Consulte o departamento de informações de prescrição local para obter mais informações acerca de recomendações de prescrição específicas do país.

Foram relatados casos de pancreatite em doentes que tomavam Kaletra, incluindo os doentes que desenvolveram hipertrigliceridemia.

O Kaletra é contra-indicado em doentes com doenças graves de fígado. Os doentes com hepatite B ou C crónica e que foram tratados com um tratamento combinado anti-retroviral encontram-se em risco adicional de casos adversos hepáticos graves e potencialmente fatais. Os doentes deverão ser monitorizados e, caso exista evidência de degradação da doença hepática nestes doentes, deverá considerar-se a interrupção ou descontinuação do tratamento. Foi relatado um aumento de hemorragias (em doentes com hemofilia), reaparecimento ou exacerbação de diabetes do tipo II e hiperglicemia em doentes que se encontravam a tomar inibidores de protease.

O tratamento anti-retroviral combinado foi associado à redistribuição de gordura corporal (lipodistrofia) em doentes com VIH. Não se conhecem actualmente as consequências a longo prazo destes casos.

O tratamento com Kaletra provocou um aumento, por vezes acentuado, nos valores de triglicéridos e no colesterol total, os quais deverão ser monitorizados antes e durante o tratamento. O síndroma de reactivação imunológico foi relatado em doentes infectados com o VIH com deficiências imunológicas graves no momento de instituição do tratamento anti-retroviral combinado. No entanto, a etiologia é considerada multifactorial (incluindo a utilização de corticosteróides, consumo de álcool, imunossupressão grave, índice de massa corporal mais elevado), foram relatados casos de osteonecrose particularmente em doentes com doença avançada por VIH e/ou longa exposição a um tratamento anti-retroviral combinado.

Nesta fase de desenvolvimento, existe pouca informação disponível acerca da resistência cruzada de vírus seleccionada durante o tratamento com Kaletra.

Nos ensaios clínicos de Kaletra, as reacções adversas de intensidade moderada a grave com relação possível ou provável a Kaletra foram diarreia, náuseas, vómitos, dores abdominais, fezes anormais, dispepsia, flatulência, perturbações gastrointestinais, insónias, enxaquecas, erupção cutânea, lipodistrofia e astenia. A natureza do perfil de segurança em crianças com dois anos ou idade superior é semelhante à observada em adultos.

Sobre a Abbott

A Abbott é uma empresa ampla de cuidados de saúde global que se dedica à descoberta, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos farmacêuticos e médicos, incluindo produtos nutricionais, dispositivos e diagnósticos. A empresa emprega 65.000 pessoas e comercializa os seus produtos em mais de 130 países.

Os comunicados de imprensa e outras informações da Abbot encontram-se disponíveis no site Web da empresa em http://www.abbott.com.

Site Web: http://www.abbott.com

FONTE Abbott