Africa Harvest fez um Donativo de uma Gama Completa de Nutrientes em Sorgo à Grand Changes in Global Health

05 jul, 2005, 09:59 BST De Africa Harvest

NAIROBI, Kenya, July 5 /PRNewswire/ --

- Projecto para cinco anos no valor de 16,9 milhões de dólares para desenvolver sorgo mais nutritivo e facilmente digerível com maiores níveis de pró-vitamina A e E, ferro, zinco, aminoácidos essenciais e protótipo de proteína como mais lisina

A organização africana de agricultura e ciência, sem fins lucrativos, a Africa Harvest Biotech Foundation International (Africa Harvest), lidera um consórcio de nove membros que recebeu um donativo da Grande Challenges in Global Health de 16,9 milhões de dólares, financiada pela Bill & Melinda Gates Foundation. O consórcio chama-se African Biofortified Dorghum Project.

<<Este donativo representa um importante desvio paradigmático na investigação agrícola em Africa>>, declarou a CEO da Africa Harvest, Dr.(a) Florence Wanbugu. <<É satisfatório constatar que a proposta do projecto foi elaborada por cientistas africanos para o continente africano.>>

O consórcio irá desenvolver uma nova variedade de sorgo para mais de 300 milhões de pessoas em regiões áridas da África que têm neste cereal a sua fonte alimentar mais importante. O sorgo é uma das poucas colheitas que se dá bem nos climas desérticos, mas a que falta a maior parte do nutrientes essenciais e que é difícil de digerir quando cozinhado.

O projecto procura desenvolver um sorgo mais nutritivo e facilmente digerível que contenha níveis mais altos de pró-vitamina A, vitamina E, ferro, zinco, aminoácidos e proteínas. Um protótipo, que contém níveis aumentados de lisina aminoácida, já foi desenvolvido com sucesso.

A organização africana está em parceira com equipas científicas de empresa agrícola Pioneer HI-Bred International, uma subsidiária da DuPont e do Council for Scientific and Industrial Research in South Africa. Outros membros do consórcio incluem o Fórum for Agricultural Research in Africa (FARÁ), a Africal Agricultural Technology Foundation (AATF), o International Crops Institute for the Semi-Arid Tropics (ICRISAT) e as universidades de Pretória (Africa do Sul) e Missouri-Columbia (EUA).

<<Dantes diziam-nos que a África não tinha capacidade científica nem infra-estruturas. Isto significava que a investigação destinada à África era frequentemente feita fora dela, ou com um envolvimento mínimo de cientistas africanos,>> disse Wambugu. <<No nosso design de projecto, partimos da premissa de que a África tem capacidade científica - humana e de infra-estruturas - mas esta é limitada para atingir os objectivos desejados. Fomos então à procura de organizações que estivessem, genuinamente, interessadas em ajudar África e pedimos-lhes que trabalhassem connosco.>>

O consórcio tem nove membros, destes, sete são africanos. <<Além disso, 80% do donativo será gasto em África,>> disse a Dr(a) Wambugu. <<Mesmo os 20% restantes gastos fora de África serão basicamente para aumentar as capacidades da África.>>

<<O nosso consórcio não procura soluções de curto-prazo, estamos a utilizar os melhores cérebros e tecnologias de África e de todo o mundo para lutarmos contra a subnutrição. , que é um grande problemas de saúde em África,>> disse a Dr(a) Wambugu.

<<Em nome do povo africano, estamos gratos à iniciativa da Grande Challenges. Sabemos que actualmente, menos de 10% do financiamento de investigação sobre saúde se destina a doenças responsáveis por 90% da carga mundial de doença. Através deste donativo começamos a ver uma nova perspectiva sobre a África e o mundo desenvolvido.

Sobre Africa Harvest

Africa Harvest Biotechnology Foundation International (Africa Harvest) está integrada nos EUA como uma organização sem fins lucrativos. A sua sede é em Nairobi, Quénia e tem escritórios regionais em Johannesburgo, África do Sul e Washington D.C., EUA.

A missão da Fundação é promover a utilização da ciência e tecnologia, incluindo a biotecnologia, para lutar contra a fome, desnutrição e pobreza em África aumentando a produção agrícola e os rendimentos.

Embora a ciência seja importante, não é tudo. O desenvolvimento agrícola da África deve ser abordado de forma global, de maneira que as soluções tecnológicas sejam apoiadas por políticas e instituições adequadas. A Fundação acredita que a biotecnologia não é uma panaceia para os desafios agrícolas da África, mas pode actuar como catalizador da mudança tão necessária, não só na agricultura, mas em muitas outras áreas.

Para mais informação, visite, por favor: http://www.ahbfi.org

    
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FONTE Africa Harvest