Aprovado na União Europeia o Antiepiléptico Zebinix (R) de Uma Toma Diária

29 abr, 2009, 13:22 BST De Bial and Eisai

S. MAMEDE DO CORONADO, Portugal e LONDRES, April 29 /PRNewswire/ --

- Nova Opção para Tratamento de Doentes com Epilepsia e Crises Parciais

A Bial-Portela & CA, S.A., (S. Mamede do Coronado, Portugal, Presidente e CEO Dr. Luís Portela) e a Esai Europe Limited (Londres; Presidente e CEO Yutaka Tsuchiya), a subsidiária europeia da Eisai Co., Ltd. (Tóquio, Presidente e CEO Haruo Naito), anunciaram hoje que o novo antiepiléptico Zebinix(R)*(acetato de eslicarbazepina) de uma toma diária recebeu autorização de comercialização da Comissão Europeia, como terapia adjuvante em adultos com crises parciais, com o ou sem generalização secundária.

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, que afecta cerca de 1 em 100 pessoas. O tratamento das crises de epilepsia parcial, o tipo mais comum de epilepsia, continua a ser um desafio constante e cerca de 40% dos doentes com crises parciais não conseguem controlar os ataques com os antiepilépticos (1) comuns.

A eficácia, a segurança e a tolerabilidade ao acetato de eslicarbazepina (ESL) foram demonstradas em três ensaios clínicos de Fase III, duplamente cegos, aleatórios e controlados por placebo em 1049 doentes com crises parciais (2-4). Para cada ensaio clínico aleatório de controlo, foi dada aos doentes a opção de participarem num ensaio de tratamento aberto, de um ano.

O ESL demonstrou reduções significativas e sustentadas na frequência das crises e aumentos assinaláveis nas percentagens de boa resposta (superior ou igual a 50% de redução da frequência dos ataques). Estes ensaios clínicos demonstraram também que os doentes continuaram a tomar ESL com taxas de retenção que vão dos 68-79% num ano (5-7). A dose média diária ao longo desse ano de tratamento foi de 800mg. Episódios de efeitos adversos derivados do tratamento >10% dos doentes nos ensaios pivot foram de tonturas, dores de cabeça e sonolência (8).

Os ensaios revelaram que os doentes que tomaram ESL apresentavam também, estatisticamente, melhoras significativas em marcadores de qualidade de vida relacionados com a saúde, tais como uma redução na <<preocupação com os ataques>>, melhoria na <<função cognitiva>> e redução nos <<efeitos da medicação>>, todos eles factores que afectam a vida dos doentes que sofrem de epilepsia. (9-11).

O ESL pode ser ministrado como um regime de um comprimido diário na sua dose média diária de 800 mg, como é definido nos ensaios clínicos (5-7). Actua, inibindo selectivamente a estimulação rápida dos neurónios. O ESL interage com o site dois do canal de sódio de voltagem controlada, estabilizando a sua forma inactiva e evitando o seu regresso ao estado activo aberto, reduzindo assim, o estímulo neuronal repetitivo. O ESL tem uma afinidade muito mais elevada com o estado de inactivação do canal em comparação com o estado de repouso, o que significa que é menos provável que interfira com a função neuronal normal (12).

<<Um número considerável de doentes com crises parciais permanece incontrolado com as terapias existentes e a incapacidade de controlar as crises pode ter um impacto devastador na qualidade de vida quotidiana dos doentes e no seu funcionamento>>, disse o professor Christian Elger. Director e Chefe do Departamento de Epileptologia da Universidade de Bona, Alemanha e - principal autor de um dos estudos pivot - publicado no princípio deste ano em Epilepsia.

Segundo os termos de um acordo com a Bial, anunciado em Fevereiro deste ano, a Eisai recebeu a licença exclusiva de comercialização, promoção e distribuição do ESL na Europa**.

<<A aprovação do Zebinix(R) pela UE representa um marco significativo para a Bial nos nossos esforços para levarmos este tratamento inovador até aos doentes com crises parciais>>, disse Luís Portela, Presidente e CEO da Bial. <<Vamos trabalhar estreitamente com o nosso parceiro europeu, a Eisai, para lançarmos o Zebinix(R) em toda a UE durante 2009 e ao longo de 2010>>.

Yutaka Tsuchiya, Presidente e CEO da Eisai Europe disse: <<O tratamento eficaz de doentes com crises parciais continua a ser um grande desafio para os médicos e todos quantos tratam de doentes com epilepsia e estamos muito satisfeitos por trabalharmos com a Bial, tendo como objectivo levar aos doentes um tratamento tão promissor da epilepsia. O Zebinix(R) vem juntar-se à nossa família de antiepilépticos, que inclui o zonisamide e o rufinamide e uma nova molécula a entrar actualmente na Fase 3 de ensaios de desenvolvimento clínico. Quando for lançado o Zebinix(R) irá ajudar a realizar a nossa missão de empresa de <<cuidados de saúde humana>> (hhc), para disponibilizarmos medicamentos inovadores de alta qualidade para atender as necessidade clínicas sem resposta e sempre em mutação dos doentes e das suas famílias, bem como às dos prestadores de cuidados de saúde>>.

Notas aos Editores

* Zebinix(R) é a designação comercial na UE do acetato de eslicarbazepina

** Territórios Europeus

Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Bielorrússia, Bósnia, Croácia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha (co-promoção com a Bial desde o lançamento), Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Reino Unido.

Sobre as crises de epilepsia parcial e seu tratamento

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, caracterizada por descargas anormais de actividade neuronal que provocam ataques. Estes manifestam-se, clinicamente, por convulsões ou espasmos musculares. Dependendo do tipo de ataque, estes podem limitar-se a uma parte do corpo ou podem generalizar-se e envolver todo o corpo. Os doentes podem também experimentar sensações anormais, alteração de comportamento ou de consciência. A epilepsia é uma doença com muitas causas possíveis. A maior parte das vezes a sua causa é desconhecida, porém, qualquer coisa que perturbe o padrão normal da actividade neuronal - desde doença, a danos cerebrais ou a desenvolvimento anormal do cérebro, podem levar a ataques.

A epilepsia caracteriza-se por uma descarga anormal de impulsos das células nervosas do cérebro. Nas crises parciais, estas irrupções de actividade eléctrica concentram-se especificamente em determinadas zonas do cérebro, mas podem tornar-se mais generalizadas. Os sintomas variam de acordo com as zonas afectadas. Os impulsos nervosos são desencadeados por meio dos canais de sódio na membrana da célula nervosa.

O tratamento das crises parciais, o tipo mais comum de epilepsia, representa um desafio constante - cerca de 40% dos doentes com crises parciais não conseguem controlar os ataques com os medicamentos antiepilépticos actuais. (1)

Além disso, os efeitos adversos, tais como tonturas, sonolência e retardamento cognitivo são altamente prevalentes com os agentes antiepilépticos existentes e podem afectar cerca de 97% dos doentes. Por isso, há a necessidade de novos agentes antiepilépticos que oferecem uma redução efectiva da frequência das crises, conjugada com um perfil favorável de segurança.

Sobre o Acetato de Eslicarbasepina

O acetato de eslicarbazepina (ESL) é um novo bloqueador do canal de sódio. Tem especificamente como alvo a inactivação do canal de ião, evitando que este volte ao seu estado activo, reduzindo assim a descarga neuronal repetitiva. A eficácia do ESL foi demonstrada em três ensaios clínicos aleatórios e controlados por placebo em 1049 doentes com crises parciais refractárias. O ESL melhorou também significativamente a qualidade de vida do doente (HRQoL) conforme foi avaliado pela tabela QOLIE-31, durante o prolongamento de um ano em tratamento aberto, dos 3 ensaios referidos. O ESL é administrado oralmente uma vez por dia. Pode ser usado como adjuvante da carbanazepina (uma das terapias mais comuns para crises parciais) ou com outros antiepilépticos.

Dados clínicos

A aprovação da UE baseou-se nos dados de ensaios clínicos de Fase II e em três de Fase III, duplamente cegos, aleatórios e controlados por placebo, realizados em multicentros, que envolveram 1192 doentes de 23 países. Os doentes tinham uma história de, pelo menos, quatro crises parciais por mês, apesar do tratamento que chegava a ser, simultaneamente, de três fármacos antiepilépticos.

Durante os ensaios clínicos, os doentes foram escolhidos aleatoriamente para várias dosagens de ESL ou de placebo e ao fim de 2 semanas de titulação, eram avaliados durante um período de manutenção de 12 semanas, com um acompanhamento contínuo de um período de cerca de um ano em tratamento aberto.

Eficácia

Ao longo de 12 semanas do período de manutenção, com 800 mg e 200 mg de ESL, uma vez por dia, a frequência dos ataques reduziu-se para cerca de um terço, 8 e foi significativamente mais eficaz do que o placebo. Esta redução significativa na frequência dos ataques foi mantida ao longo de um ano de tratamento aberto e foi consistente, independentemente da terapia inicial.

Tolerabilidade

O perfil de segurança do ESL foi favorável. A maior parte dos efeitos adversos do tratamento foi suave e moderada na intensidade. Ao fim de 6 semanas de tratamento, não se observaram diferenças na incidência dos efeitos secundários entre doentes tratados com ESL e o grupo de placebo. (8)

Qualidade de vida e sintomas depressivos

O efeito do ESL na qualidade de vida foi avaliado usando a escala Quality of Life Epilepsy Inventory-31 (QOLIE-31). Houve uma melhoria estatística e clinicamente significativa desde o ponto de partida, durante a terapia de longo prazo e em regime aberto, incluindo uma melhoria média relativa na qualidade de vida em geral (p<0,001-p<0,01 ao longo dos três ensaios) e melhoria dos elementos individuais na escala de QOLIE incluindo preocupação com as crises, bem-estar emocional, energia/fadiga, efeitos da medicação e função social.

A melhoria dos sintomas depressivos foi também avaliada usando a escala Montegomery Asberg Depression Rating Scale (MADRS). Durante o tratamento aberto de longo prazo, o ESL demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa desde o ponto de partida na escala geral MADRS (p<0,0001) e domínios individuais da escala MADRS, incluindo pensamentos pessimistas, dificuldades de concentração, tristeza aparente e tensão interior.

Estes dados foram apresentados no 8degrees Congresso Europeu de Epilepsiologia que teve lugar em Berlim, em Setembro de 2008 e no Encontro Anual da Sociedade Americana de Epilepsia (AES) em Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

Sobre a Bial

Fundada em 1924, a Bial é um grupo farmacêutico internacional com produtos disponíveis em 30 países, em 4 continentes. A BIAL é a maior empresa farmacêutica portuguesa e está sedeada em S. Mamede do Coronado, Portugal.

É o parceiro de eleição para muitas empresas e tem uma presença marcante na Península Ibérica, bem como em 10 países da América Latina e em cerca de 20 países africanos de expressão francesa e portuguesa.

A Bial está fortemente empenhada na inovação terapêutica e investe, anualmente, cerca de 20% da sua facturação na investigação e no desenvolvimento. As áreas-chave da investigação da BIAL são o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular e a alergologia. Actualmente a Bial tem outros programas inovadores em desenvolvimento, que a empresa espera lançar no mercado nos próximos anos, fortalecendo assim a sua posição na Europa.

Mais informação sobre a Bial pode encontrar-se em http://www.bial.com

Sobre a Eisai

A Eisai é uma das principais empresas farmacêuticas mundiais de R&D (Investigação e Desenvolvimento), que definiu a sua missão empresarial como <<prestar atenção em primeiro lugar aos doentes e famílias para aumentar os benefícios que os cuidados de saúde proporcionam>>, a que chamamos cuidados de saúde humana (hhc).

A Eisai concentra as suas actividades de R&D em três áreas-chave

- Neurociência Integradora: doença de Alzheimer, esclerose múltipla, dor neuropática, epilepsia, depressão, etc.

- Oncologia Integradora: terapias anticancro; regressão de tumores; supressão de tumores; anticorpos, etc. e terapias de suporte do cancro; alívio de dor, náusea, etc.

-Reacção Imunológica/Vascular: Síndroma vascular aguda, doença aterotrombótica, sepsis, artrite reumatóide, psoríase, doença de Crohn, etc.

A operar nos EUA, Ásia, Europa e no mercado doméstico, o Japão, empregamos mais de 10 000 pessoas em todo o mundo e reportámos vendas consolidadas de mais de GBP3,53 biliões no ano fiscal de 2007, um aumento de 8,9% em cada ano. Na Europa a Eisai efectua vendas e operações de marketing em mais de 20 mercados, incluindo os do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Suécia, Irlanda, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Portugal, Islândia, República Checa, Hungria e Eslováquia.

Para mais informações por favor vá a http:///www.eisai.co.jp

Referências:

1. Brodie MJ. Management strategies for refractory

localization-related seizures. Epilepsia 2001; 42(Suppl 3):27-30.

2. Elger C, Halász P, Maia J et al. Efficacy and safety of

eslicarbazepine acetate as adjunctive treatment in adults with refractory partial-onset seizures: A randomized, double-blind, placebo-controlled, parallel-group phase III study. Epilepsia 2009; 50(3):454-463.

3. Hufnagel A, Ben-Menachem E, Gabbai A et al. Efficacy and safety of eslicarbazepine acetate as add-on treatment in adults with refractory partial-onset seizures: BIA-2093-302 Study. Poster apresentado no 8th Congresso Europeu de Epileptologia, 21-25 Setembro 2008, Berlim, Alemanha.

4. Lopes-Lima J, Gil-Nagel A, Maia J et al. Efficacy and safety of eslicarbazepine acetate as add-on treatment in adults with refractory partial-onset seizures: BIA-2093-303 Study. Poster apresentado no 8th Congresso Europeu de Epileptologia, 21-25 Setembro 2008, Berlim, Alemanha.

5. Halász P, Elger C, Guekht A et al. Long-Term Treatment of Partial Epilepsy with Eslicarbazepine Acetate (ESL): Results of a One-Year Open-Label Extension to Study BIA-2093-301. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

6. Gabbai AA, Ben-Menachem E, Maia J et al. Long-Term

Treatment of Partial Epilepsy with Eslicarbazepine Acetate (ESL): Results of a One-Year Open-Label Extension to Study BIA-2093-302. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

7. Lopes-Lima J, Gil-Nagel A, Maia J et al. Long-Term

Treatment of Partial Epilepsy with Eslicarbazepine Acetate (ESL): Results of a One-Year Open-Label Extension to Study BIA-2093-303. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

8. Elger C, French J, Halasz P. et al. Evaluation of

Eslicarbazepine Acetate as Add-On Treatment in Patients with Partial-Onset Seizures: Pooled Analysis of Three Double-Blind Phase III Clinical Studies. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

9. Cramer J, Elger C, Halász P et al. An Evaluation of Quality

of Life and Depressive Symptoms During Long-Term Treatment with

Eslicarbazepine Acetate: BIA-2093-301 Study.QOL 301. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

10. Soares-da-Silva P, Martins-da-Silva A, Gabbai AA et al. An

Evaluation of Quality of Life and Depressive Symptoms During Long-Term Treatment with Eslicarbazepine Acetate: BIA-2093-302 Study.

Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

11. Pereira H, Lopes-Lima J, Gil-Nagel A et al. An Evaluation

of Quality of Life and Depressive Symptoms During Long-Term Treatment with Eslicarbazepine Acetate: BIA-2093-303 Study. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Epilepsia (SAE) 5-9 Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

12. Bonifacio MJ, et al. Epilepsia 2001;42(5):600-608

    
    Para mais informação por favor contacte:

    Francisco Osório, BIAL
    +351-22-9866100
    +351-96-346-9968

    Andrew Day, EISAI
    +44(0)20-8600-1400
    +44(0)7973-411-419

FONTE Bial and Eisai