Banca Móvel para os Não-Clientes Bancários e a Crise Financeira: o CGAP vê Potencial de Crescimento nos Mercados em Vias de Desenvolvimento

12 fev, 2009, 14:39 GMT De CGAP

WASHINGTON, February 12 /PRNewswire/ --

O CGAP, o centro de microfinanças global está a divulgar uma investigação de dados para incentivar os operadores de telecomunicações, as instituições financeiras e os governos a verem o potencial na expansão do acesso a serviços financeiros por parte de pessoas pobres em mercados em vias de desenvolvimento. O actual clima económico torna ainda mais premente a necessidade de alargar a disponibilidade de alternativas de acesso ao dinheiro.

<<Esta crise financeira não pode significar o fim da inovação. Recordemos que algumas das grandes inovações do século passado - a calculadora de bolso, a televisão, a Internet - foram criadas em tempos de dificuldades económicas>>, disse Elizabeth Littlefield, CEO do CGAP.

Maior êxito da banca móvel até à data foi a M-PESA no Quénia, que é 45% mais barato do que outros serviços de transferência. Uma sondagem independente, que está para sair, descobriu que 83% dos utilizadores dizem que não terem a M-PESA causaria um <<grande impacto negativo>> na sua vida.

Embora estes sejam números encorajadores, o CGAP descobriu que neste momento o m-banking (banca móvel) ainda não atingiu o seu pleno potencial. Menos do que um em dez dos clientes de banca por telemóvel são pobres, novos nos contactos com a banca e não fazem mais do que pagamentos e transferências.

<<A banca móvel pode ir além de simples transacções de contas e oferecer uma plataforma flexível que vá ao encontro das necessidades de pessoas pobres, ao mesmo tempo que permite uma nova fonte de crescimento para os que a proporcionam>>, disse Littlefield. <<Agora todas as peças se juntam para fazer da banca móvel a maneira de as pessoas terem acesso a serviços bancários nos mercados emergentes.>>

Há outras oportunidades potenciais para os fornecedores do serviço que podem responder às necessidades dos pobres ao mesmo tempo que aumentam novos negócios. O CGAP calcula que 150 milhões de pessoas pobres em todo o mundo recebem pagamentos regulares de assistência social dos seus governos. Contudo, menos de 25% dos beneficiários recebem o seu subsídio numa conta bancária através da qual poderiam poupar, fazer pagamentos e criar bens.

<<Imagine-se que estes pagamentos poderiam ser feitos através de cartões de banda magnética associados a uma conta bancária - ou através de um telemóvel. Isto significaria que os beneficiários teriam acesso imediato a uma série de serviços valiosos como o de poupança>>, disse Littlefield.

No GSM World Congress em Barcelona, o CGAP Technology Program irá apresentar as suas descobertas mais recentes sobre o levantamento de clientes e modelos de negócio que fazem com que a banca móvel funcione para pessoas pobres. Saiba mais em http://technology.cgap.org.

Os bancos para além das filiais - segundo os números

    
    - Nas Filipinas, uma transacção de balcão bancário custa US$2,50, mas
      apenas US$0,50 se for por telemóvel, e algumas comissões de m-banking
      ainda são inferiores ao que os comerciantes ganham noutros produtos:
      por exemplo, pasta de dentes, 10-12% de margem; fazer uma transacção de
      recebimento por banca móvel, apenas 1%.
    - No Paquistão, o custo de instalar e pôr a funcionar um agente é 76
      vezes inferior ao de instalar uma agência bancária.
    - O Brasil é, provavelmente, o mercado mais desenvolvido onde a banca por
      correspondência tomou posição: Mais de 70 instituições estão actualmente
      a gere 105 000 agentes, atingindo quase 6000 municípios.

O programa tecnológico do CGAP é apoiado pela Fundação Bill e Melinda Gates.

O CGAP é um centro de investigação politicamente independente, dedicado ao acesso avançado ao produto financeiro por parte das pessoas pobres em todo - mundo. É apoiado por mais de 30 agências para o desenvolvimento e por fundações particulares que partilham a mesma missão de aliviar a pobreza. Sedeado no Banco Mundial, o CGAP oferece informação sobre o mercado, promove padrões, desenvolve soluções inovadoras e oferece serviços de assessoria aos governos, aos prestadores de serviços de microfinança, aos doadores e investidores. Mais em http://www.cgap.org.

FONTE CGAP