Estudo revela que pessoas ignoram medida básica para detectar doença fatal

07 jun, 2010, 11:49 BST De Arrhythmia Alliance

LISBOA, June 7, 2010 /PRNewswire/ --

- 40 por cento das pessoas não mede a pulsação regularmente

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ritmo Cardíaco, que se celebra a 13 de Junho, a campanha Bate, Bate Coração, em parceria com a Aliança Arrítmica, revela os dados de um estudo realizado em Portugal, Inglaterra e Itália, que mostra que um grande número de inquiridos ignora as medidas básicas para verificar a existência de arritmias cardíacas ou perturbações do ritmo cardíaco.

"Medir o pulso é uma maneira rápida e fácil de identificar um problema do ritmo do coração que em alguns casos, pode ser grave se não tratado", explica Carlos Morais, Cardiologista e Coordenador Nacional da Campanha Bate, Bate Coração. "Com esta manobra muito simples podemos detectar uma arritmia cardíaca e procurar, se necessário a orientação de um profissional de saúde".

De acordo com os resultados da pesquisa europeia, quase 40 por cento (37,6%) dos inquiridos não mede a pulsação regularmente, e 70 por cento (70,3%) não sabe se está risco de sofrer de uma arritmia cardíaca.

Além disso, o inquérito indica que quase 60 por cento (57,4%) dos entrevistados que mediram a pulsação, no passado, não sabe como faze-lo novamente, sendo que Portugal é o país com a percentagem mais elevada nesta questão (78,3%).

As arritmias são perturbações do ritmo cardíaco na maior parte das vezes benignas mas que podem causar uma série de sintomas como palpitações, tonturas, desmaios, falta de ar . Existem arritmias graves que podem ser causa de morte, sendo que a principal causa de morte súbita cardíaca na Europa são as arritmias[1]. As arritmias matam mais gente na Europa do que o cancro da mama[2], o cancro do pulmão[3] ou a SIDA[4].

"A fibrilhação auricular é a arritmia crónica mais frequente afectando 5 a 10% da população portuguesa acima dos 70 anos e é uma das principais causas de acidente vascular cerebral"[5] explica Carlos Morais.

"Surpreendentemente, qualquer pessoa em qualquer idade pode estar em risco. A morte súbita pode afectar os jovens e mesmo os atletas que estão fisicamente aptos, comentou Trudie Lobban, fundadora da Aliança Arrítmica. É por isso que no Dia Mundial do Ritmo Cardíaco, este ano, vamos lançar por tudo o mundo em simultâneo, uma campanha para incentivar as pessoas a pôr em prática medidas simples, como a medição da pulsação, que pode detectar possíveis distúrbios do ritmo cardíaco permitindo um diagnóstico e tratamento precoce".

Em Portugal, a campanha Bate, Bate Coração, em parceria com os Centros Comerciais Dolce Vita, vai ensinar os portugueses a medir a pulsação, numa iniciativa inédita, que irá decorrer no dia 13 de Junho, entre as 10h e as 18h, em simultâneo, no Dolce Vita Tejo, Coimbra e Porto.

Sobre a pesquisa

O estudo foi realizado on-line, por uma empresa independente de estudos de mercado, a 750 entrevistados na Itália (n = 250), Portugal (n = 250), e Reino Unido (n = 250).

1. Priori S et al. Task Force on Sudden Cardiac Death, European Society of Cardiology, Summary of recommendations. Europace (2006) 4, 3-18

2. International Agency for Research on Cancer, Globocan 2000. Cancer incidence, mortality and prevalence worldwide.2001

3. World Health Organization (WHO). WHO Burden of Disease and Injury (Dataset-2002). World Health Organization

4. CIA. The World Fact Book - Rank Order - HIV/AIDS - deaths. Available at http://www.cia.gov

5. Prevalência de fibrilhação auricular na população portuguesa com 40 ou mais anos. Estudo FAMA. Rev Port Cardiol 2010.

FONTE Arrhythmia Alliance