Novo Estudo Reforça maior Expectativa de Sobrevivência com MabCampath (R) (alemtuzimab) em Doentes com Leucemia Linfocítica Crónica de Célula-B Anteriormente Tratada

13 dez, 2005, 14:30 GMT De Medical University of Innsbruck

ATLANTA, December 13 /PRNewswire/ --

- Ensaio Austríaco de Utilização do MabCampath num Cenário Clínico de Rotina Descobre Resultados Consistentes com a Experiência Global

Segundo um estudo apresentado no 47 Encontro Anual da Sociedade Americana de Hematologia,em Atlanta, Geórgia, doentes com Leucemia Linfocítica Crónica de Célula-B (B-CLL) que tinham recebido, em média três outros tratamentos (1-11 tratamentos anteriores) experimentaram uma melhoria encorajadora da esperança de sobrevivência de 31 meses, depois de terem sido tratados com o MabCampath(R), dependendo da constelação de riscos do tratamento prévio. Mesmo em doentes nos quais apenas estava documentada a estabilização da doença tiveram um prolongamento da sobrevivência.

<<Este ensaio clínico reforça ainda mais o papel do MabCampath como um componente importante do tratamento que ajuda os doentes a uma maior sobrevivência.,>> diz Michael Fiegl, médico e professor da Universidade de Medicina de Innsbruck, Áustria. <<Estes resultados são recolhidos em doentes com características clínicas desfavoráveis submetidos ao tratamento de rotina com o MabCampath, sendo, por isso, representativos da experiência global no mundo real e estão em consonância com os resultados obtidos em ensaios experimentais de prospecção. Assim, os resultados do nosso estudo podem estar directamente ligados ao uso clínico de rotina, ajudando os médicos a escolher melhor os tratamentos que prolongam e melhoram a vida dos doentes de CLL.>>

Resultados do Ensaio

O estudo retrospectivo incluiu 108 doentes não seleccionados em 25 centros, na Áustria, que tinham recebido uma média de três terapias anteriores. A população de doentes tinha uma média de idade de 66 anos, com a maior parte dos doentes em estado avançado da doença, incluindo 58% com a doença de Rai em fase IV.

O MabCampath foi administrado, segundo directrizes, tendo em conta a individualização caso a caso. Após um período médio de administração de sete semanas, 5% dos 108 doentes que tinham recebido o Mab Campath no ensaio clínico, apresentaram uma resposta total, 17% apresentaram uma resposta parcial e 34% apresentaram uma estabilização da doença. A resposta geral do ensaio foi de 22%.

Além disso a sobrevivência média de todos os doentes foi aproximadamente de 20 meses (19,6 exactamente); 15 meses para doentes refractários à fludarabina (n=67) e 31 meses para doentes sensíveis à fludarabina (n=24; p=0,04). A sobrevivência estava dependente da resposta (P= 0,0001), o número de faixas de terapia anteriores (0-2 vs maior ou igual a 3; P= 0,0001) e a presença de linfoadenopatia volumosa (P=0,0001). Estes tempos de sobrevivência são consistentes com outros ensaios do MabCampath. No ensaio, a forma como o MabCampath foi administrado (intravenoso, intravenoso para subcutâneo ou subcutâneo para começar) não teve impacto no resultado.

Os efeitos adversos estiveram dentro da linha do que é esperado para estes doentes, com infecções de grau 3/4 em 37% dos doentes; a neutropenia de grau quatro e trombocitopenia em 25% e 23% dos doentes, a reactivação do cytamegalovirus (CMV) em 13% dos doentes (CMV em dois%) e morte prematura definida como morte após menos de dois meses após a dosagem final em 12% dos doentes.

Sobre a Leucemia Linfocítica Crónica (CLL)

A CLL é a forma mais prevalente de leucemia no adulto, que afecta, anualmente, cerca de 120 000 pessoas na Europa e nos Estados Unidos. A doença é mais vulgarmente diagnosticada em pessoas de 50 anos ou mais. A CLL caracteriza-se pela a acumulação de glóbulos brancos funcionalmente imaturos (linfócitos) na medula óssea, no sangue, no tecido linfático e noutros órgãos. Há dois tipos de linfócitos no sangue, as células B e as células T. Cerca de 95% dos casos de CLL evoluem para células B cancerosas. Como as células B têm um ciclo de vida maior do que o normal, começam a aglomerar-se e a <<tirar o lugar>> às células sanguíneas normais e saudáveis. A acumulação de células funcionalmente imaturas na medula óssea, exclui a geração de células saudáveis e pode tornar-se fatal. Os sintomas incluem fadiga, dor nos ossos, suores nocturnos, perda de apetite e de peso, mas o envolvimento da medula óssea leva também ao enfraquecimento do sistema imunitário, expondo o paciente a um maior risco de infecção.

Sobre MabCampath (R) (alemtuzumab)

O MabCampath, também designado Campath(R) nos Estados Unidos, é o primeiro e único anticorpo monoclonal aprovado para CLL e o primeiro medicamento com eficácia comprovada em doentes de CLL que falharam tanto com tratamentos com agentes alquilantes como com o Fludara (fosfato de fudarabina). Nenhuma outra terapia apresentou eficácia comparável neste grupo de pacientes. O MabCampath/Campath tem um modo de actuação completamente diferente comparado com a terapia convencional seleccionando de forma direccionada o antigene CD52 sobre os linfócitos malignos. Este activa processos que levam à lise, a morte das células malignas. Estes processos resultam na remoção dos linfócitos malignos da medula óssea, do sangue e de outros órgãos afectados, que por sua vez podem levar a um aumento da esperança de vida.

O MabCampath apresenta um perfil de efeitos secundários neste caso que pode ser gerido com segurança com a profilaxia adequada e a monitorização de infecções oportunistas. Estes efeitos secundários são previsíveis, controláveis e reversíveis. Além disso, os doentes podem criar, mais uma vez, as suas próprias células sanguíneas saudáveis porque o MabCampth não ataca as células indiferenciadas da medula óssea.

Sobre a Universidade de Medicina de Innsbruck

A Universidade Médica de Innsbruck é uma das três Universidades de Medicina da Áustria e centra-se em funções-chave de cuidados de doentes, ensino e investigação ligando a tradição com o pensamento avançado, o progresso e o gosto da experimentação. Com um corpo docente clínico de cerca de 1300 médicos e 4000 alunos, a Universidade Médica de Innsbruck é a maior instituição médica de ensino e investigação dos Alpes e é considerada a universidade para as províncias do Tirol, Voralberg, Alto Adige e o Principado de Liechtenstein. Em 2005 os cientistas da Universidade de Innsbruck foram incluídos em mais de 450 projectos de investigação apoiados por pares. Os nove departamentos e institutos académicos, os dez centros médicos, o s42 departamentos e as quatro secções clínicas da Universidade de Medicina e Innsbruck oferecem um ambiente atractivo e estimulante para aprender, ensinar e investigar. Para mais informação, por favor, visite http://www.i-med.ac.at

Para mais informação contacte: Uwe Steger, chefe de serviços de media, Universidade Médica de Innsbruck, +43512507361, uwe.steger@i-med.ac.at

FONTE Medical University of Innsbruck