Os Dados Demonstram a Redução a Longo Prazo na Frequência dos Ataques com - Novo Antiepiléptico Zebinix (R), de Toma Única

29 jun, 2009, 07:00 BST De BIAL

S. MAMEDE DO CORONADO, Portugal, June 29 /PRNewswire/ -- Os dados apresentados hoje em Budapeste demonstraram que o tratamento adicional com o novo antiepiléptico Zebinix (R) de toma única (acetato de eslicarbazepina; ESL) resultou numa diminuição marcada e sustentada na frequência dos ataques a longo prazo (1).

Os resultados de um ensaio principal de fase III, com a extensão de um ano, com o acetato de eslicarbazepina foram apresentados no Congresso Internacional de Epilepsia, em Budapeste, Hungria. Os pacientes não controlados com medicamentos antiepilépticos já existentes a quem foi administrado o acetato de eslicarbazepina como tratamento adicional tiveram uma redução média na frequência dos ataques em mais de 61% (95%CI: -68.2%, -55.5%)1. Quase 65% dos pacientes foram classificados como respondedores, o que significa que atingiram pelo menos uma redução de 50% na frequência de ataques com o tratamento com Zebinix (R) (1).

"Estes resultados continuam a demonstrar a eficácia e segurança do Zebinix (R) no tratamento de ataques parciais", afirmou Joyce Cramer, cientista de investigação na Yale University School of Medicine, EUA e Presidente do The Epilepsy Therapy Project. "A epilepsia é uma condição desvantajosa que pode ser muito difícil de controlar e a capacidade do acetato de eslicarbazepina adiciona uma nova escolha de tratamento importante para os pacientes que têm uma necessidade vital em controlar melhor os ataques."

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, afectando quase uma em cada 100 pessoas6. O tratamento de ataques parciais, o tipo mais comum de epilepsia, continua a ser um desafio constante e mais de 40% dos pacientes com ataques parciais não consegue um controlo adequado dos ataques com os actuais medicamentos antiepiléticos(2).

Estudos adicionais apresentaram no IEC reforçam a eficácia e segurança do acetato de eslicarbazepina no tratamento de ataques parciais, com ou sem generalização secundária(3,4).

Os dados recolhidos a partir de mais de 1000 pacientes envolvidos nos três estudos principais da fase III demonstraram que terapia adicional com uma toma diária de Zebinix (R) (800mg e 1200mg) foi eficaz na redução de ataques parciais em pacientes não controlados com um dos antiepiléticos geralmente utilizados, carbamazepina (CBZ), (p<0.01 e p<0.0001 respectivamente)(3).

Ao longo dos estudos clínicos conduzidos, o acetato de eslicarbazepina demonstrou um perfil de segurança favorável(5). Esta situação foi posteriormente reforçada por uma análise recolhida que indicava que os acontecimentos mais adversos começavam dentro das primeiras semanas de tratamento, no entanto após seis semanas, não era notória qualquer diferença relevante entre o acetato de eslicarbazepina e o placebo(4).

Zebinix(R), pesquisado e desenvolvido pela BIAL, recebeu a autorização de comercialização da Comissão Europeia em Abril de 2009, como uma terapia adjuvante em adultos com ataques parciais, com ou sem generalização secundária. Sobre os termos de um acordo com a BIAL, anunciou em Fevereiro deste ano, a Eisai Europe Ltd recebeu uma licença de exclusividade para comercializar, promover e distribuir ESL na Europa**. A Eisai e a BIAL planeiam lançar o Zebinix(R) por toda a Europa durante 2009 e 2010, fornecendo um tratamento novo e eficaz aos pacientes com ataques parciais que não estão controlados de forma adequada com a sua actual medicação. Os direitos para a comercialização do produto nos mercados norte-americano e canadiano foram licenciados para a Sepracor Inc., no final de 2007 (o nome proposto para o acetato de eslicarbazepina nos Estados Unidos e no Canadá é STEDESA (TM)). Em Junho de 2009, a Sepracor anunciou que o U.S. Food and Drug Administration (FDA) aceitou a sua candidatura de New Drug Application (NDA) para STEDESA(TM) como terapia adjuvante no tratamento em ataques parciais em adultos com epilepsia, e a NDA encontra-se actualmente sobre revisão formal.

Notas aos Editores

* Zebinix(R) é o nome comercial para acetato de eslicarbazepina

** Territórios Europeus

Áustria, Bélgica, Bulgária, Republica Checa, Bielorrússia, Bósnia, Croácia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha (co-promoção com a BIAL para lançamento) Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Reino Unido.

Acerca da epilepsia, ataques parciais e o seu tratamento

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, afectando quase uma em cada 100 pessoas(6).

A epilepsia é uma doença neurológica crónica caracterizada por descargas anormais de actividade neuronal causando ataques. Clinicamente, estes manifestam-se sobre a forma de convulsões ou espasmos musculares. Dependendo do tipo do ataque, os ataques podem limitar-se a uma parte do corpo, ou poderão ser generalizados envolvendo todo o corpo. Os pacientes poderão também experienciar sensações anormais, alteração do comportamento ou alteração da consciência. A epilepsia é uma desordem com muitas causas possíveis. Geralmente a causa da epilepsia é desconhecida. Contudo, qualquer coisa que perturbe o padrão normal da actividade neuronal - desde uma doença, passando por lesões cerebrais até um desenvolvimento anormal do cérebro, pode dar origem a ataques.

A epilepsia é caracterizada pela ignição anormal dos impulsos das células nervosas no cérebro. Na epilepsia parcial, estas explosões de actividade eléctrica concentram-se inicialmente em áreas específicas do cérebro, mas podem tornar-se mais generalizadas; os sintomas podem variar de acordo com as áreas afectadas. Os impulsos dos nervos são espoletados através dos canais de sódio voltagem dependentes na membrana da célula nervosa.

O tratamento de ataques parciais, o tipo mais comum de epilepsia, continua a ser um desafio constante - mais de 40% dos pacientes com ataques parciais não consegue um controlo adequado dos ataques com os actuais medicamentos antiepiléticos(2).

Mais ainda, os efeitos secundários, como tonturas, sonolência e retardamento cognitivo, têm uma elevada prevalência nos agentes antiepiléticos e podem afectar até 97% dos doentes. (7). Assim, há a necessidade de novos agentes antiepiléticos que ofereçam uma redução efectiva na frequência dos ataques em conjunto com um perfil de segurança favorável.

Sobre o Acetato de Eslicarbazepina

O acetato de eslicarbazepina (ESL) é um novo bloqueador de canais de sódio voltagem dependentes de toma única concebido para inibir de forma selectiva a rápida ignição de células nervosas que provocam os ataques. Ataca especificamente o estado inactivo do canal de iões, prevenindo o seu regresso ao estado activo, e dessa forma reduz a ignição neuronal repetitiva. A eficácia do ESL foi demonstrada em três estudos aleatórios controlados por placebos em 1049 pacientes com ataques parciais refractários. O ESL melhorou também significativamente a qualidade de vida do paciente no que respeita à sua saúde (HRQoL) conforme medido pela escala QOLIE-31 durante os três estudos mencionados previamente, do tipo aberto, extensivo e com a duração do ano. O ESL é tomado uma vez por dia por via oral. O ESL pode ser utilizado como um suplemento à carbamazepina (uma das terapias geralmente mais utilizadas para os ataques parciais) ou com outros antiepiléticos.

Dados Clínicos

A aprovação da EU foi baseada nos dados recolhidos nos ensaios de fase II e três de fase III, duplo-cegos, aleatórios, controlados com placebos, multicêntricos envolvendo 1192 pacientes de 23 países. Os pacientes têm um historial de pelo menos quatro ataques parciais por mês, apesar do tratamento com até três fármacos antiepiléticos concomitantes.

Durante os ensaios, os pacientes foram submetidos a várias dosagens de ESL ou placebo e após um período de titulação de 2 semanas, foram avaliados ao longo de um período de manutenção de 12 meses, com um acompanhamento contínuo durante um período aberto de um ano.

Eficácia

Ao longo das 12 semanas do período de manutenção, o ESL 800 mg e 1200 mg, com um toma por dia, reduziu a frequência dos ataques em mais de um terço e foi significativamente mais eficaz do que o placebo. Esta diminuição significativa na frequência dos ataques foi sustentada durante o período de tratamento aberto de um ano e foi consistente, independentemente da terapia de base.

Tolerância

O perfil de segurança do ESL foi favorável. A maioria dos efeitos secundários relacionados com o tratamento foi suave ou moderado em intensidade. Após 6 semanas de tratamento, não foram observadas diferenças na incidência de efeitos secundários entre os pacientes tratados com ESL e com o grupo do placebo.

Qualidade de vida e sintomas depressivos

O efeito do ESL na qualidade de vida foi analisado através da escala do Quality of Life Epilepsy Inventory-31 (QOLIE-31). Houve uma melhoria estatística e clinicamente relevante a partir da linha de base durante a terapia aberta a longo prazo, incluindo uma melhoria relativa média na qualidade de vida global (p<0.001 - p<0.01, nos três estudos) e melhorias nos elementos individuais da escala QOLIE-31 incluindo preocupações com ataques, bem-estar emocional, energia, fatiga, efeitos medicamentosos e funções sociais(8).

A melhoria nos sintomas depressivos foi também medida através da Montgomery Asberg Depression Rating Scale (MADRS). Durante a terapia aberta de longo prazo, o ESL demonstrou uma melhoria significativa da linha de base da escala MADRS (p<0,0001) e nos domínios individuais da mesma escala, incluindo pensamentos pessimistas, dificuldades de concentração, tristeza aparente e tensão interior(8).

Estes dados foram apresentados no 28degrees Congresso Internacional de Epilepsia realizado em Budapeste, 28 Junho de 2009 - 2 de Julho de 2009, o 8degrees Congresso Europeu em Epileptologia realizado em Berlim em Setembro de 2008 e no Encontro Anual da American Epilepsy Society (AES) realizado em Dezembro de 2008, Seattle, WA, EUA.

Sobre a BIAL

Fundada em 1924, a BIAL é um grupo farmacêutico internacional com produtos disponíveis em cerca de 30 países, espalhados por quatro continentes. O grupo BIAL é a maior empresa farmacêutica em Portugal e está sedeado em S. Mamede do Coronado, Portugal.

É o parceiro de eleição para muitas empresas, contando com uma forte presença na Península Ibérica e também em mais de 10 países na América Latina e em cerca de 20 países africanos de expressão portuguesa ou francesa.

A BIAL está fortemente empenhada com a inovação terapêutica investindo cerca de 20% dos seus lucros na investigação e desenvolvimento todos os anos. As principais áreas de pesquisa da BIAL são o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular e a alergologia alergeologia. A BIAL tem actualmente de vários outros programas inovadores em desenvolvimento, os quais a empresa espera colocar no mercado durante os próximos anos, fortalecendo assim a sua posição na Europa.

Mais informações sobre a BIAL pode ser encontrada em http://www.bial.com

Referências:

1. Elger C, Halász P, Moreira J et al. tratamento suplementar de longa duração de epilepsia parcial com acetato de eslicarbazepina. Resumo apresentado no 28degrees Congresso Internacional de Epilepsia, Budapeste, Hungria, 28 de Junho de 2009 - 2 Julho de 2009.

2. Brodie MJ. Management strategies for refractory localization-related seizures. Epilepsia 2001; 42(Suppl 3):27-30.

3. Halász P, Elger C, Ben-Menachem E et al. Eficácia e segurança do acetato de eslicarbazepina com um tratamento adicional a carbamazepina em pacientes com ataques parciais Resumo apresentado no 28degrees Congresso Internacional de Epilepsia, Budapeste, Hungria, 28 de Junho de 2009 - 2 Julho de 2009.

4. Gama H, Elger C, Halász P et al. Tempo de ocorrência de eventos adversos em relação ao inicio do tratamento com acetato de eslicarbazepina como um tratamento adicional em pacientes com ataques parciais. Resumo apresentado no 28degrees Congresso Internacional de Epilepsia, Budapeste, Hungria, 28 de Junho de 2009 - 2 Julho de 2009.

5. Elger C, French J, Halasz P et al. An Evaluation of Efficacy and Safety of Eslicarbazepine Acetate as Add-On Treatment in Patients with Partial-Onset Seizures: Pooled Analysis of Three Double Blind Phase III Clinical Studies (Uma Avaliação da Eficácia e Segurança do Acetato de eslicarbazepina como Tratamento Complementar de Adultos com Ataques Parciais Refratários: Análise Agrupada dos Três Ensaios Cegos de Fase III). Apresentação Oral no Congresso da Sociedade Americana para a Epilepsia, 5 a 9 de Dezembro, Seattle, WA, EUA. 49(Suppl. 7), 1-498, 2008).

6. Atlas da OMS: Cuidados na Epilepsia no Mundo: OMS 2000

7. Mei PA, Montenegro MA, Guerreiro MM, Guerreiro CA. Pharmacovigilance in epileptic patients using antiepileptic drugs (Farmovigilância em pacientes que utilizam medicamentos antiepilépticos). Arq Neuropsiquiatr 2006 Jun;64(2A): 198-201. Epub 2006 Jun 9

8. Cramer J, Elger C, Halasz P et al. An Evaluation of Quality of Life and Depressive Symptoms During Long-Term Treatment with Eslicarbazepine Acetate (Uma Avaliação da Qualidade de Vida e Sintomas Depressivos Durante o Tratamento a Longo Prazo com Acetato de eslicarbazepina): Estudo BIA-2093-301.QOL 301. Poster apresentado no Congresso da Sociedade Americana para a Epilepsia, 5 a 9 de Dezembro, Seattle, WA, EUA. (Suppl. 7), 1-498, 2008).

    
    Para mais informação favor contactar
    Media contacts
    Para mais informação favor contactar:
    BIAL (head office)
    Francisco Osório
    Tel.: +351-22-986-6100
    Mobile: +351-96-346-9968
    francisco.osorio@bial.com

    Pat Pearson
    Red Health
    Tel.: +44-207-025-6572
    Mobile: +44-7734406688
    par.pearson@redconsultancy.com

FONTE BIAL