Resultados Clínicos Mostram que a Integração de Cuidados Médicos com Apoio da Comunidade é a Chave para o Êxito dos Resultados nos Doentes de HIV em Ambientes de Recursos Limitados

15 ago, 2006, 03:27 BST De Bristol-Myers Squibb

TORONTO, August 15 /PRNewswire/ --

Doze meses após dados clínicos de um estudo em quatro países subsarianos mostram que doentes seropositivos de HIV que beneficiam de tratamento médico integrado e de programas comunitários numa base alargada alcançam e obtêm bons resultados clínicos. Investigadores da SECURE THE FUTURE(R), uma iniciativa da Bristol-Myers Squibb e da Bristol-Myers Squibb Foundation, para responder ao HIV em África, incluindo o aumento de cuidados e apoio a doentes de HIV/SIDA em ambientes de recursos limitados, apresentaram hoje os dados na XVI Conferência Internacional da SIDA.

<< Estes dados mostram não só que os anti-retrovirais (ARVs) podem funcionar até em zonas remotas, atingidas pela pobreza, onde os cuidados de saúde e outros recursos são limitados, mas que também os apoios sociais integrados, tais como a alimentação, os cuidados psicológicos, a geração de rendimentos e os cuidados domiciliários desempenham um papel essencial na obtenção de bons resultados clínicos sustentados>>, disse o Dr Sebastian Wanless, director clínico sénior de SECURE THE FUTURE. <<O modelo de cuidados que implementámos e estamos a avaliar com os nossos parceiros ultrapassa a abordagem focada na doença para se dirigir também a determinantes sociais de saúde que podem limitar os benefícios terapêuticos dos medicamentos para o HIV. >>

<< Este projecto dá também mais um passo na condução de uma avaliação independente de serviços da comunidade, a fim de compreender verdadeiramente e descrever o seu valor para os doentes e o seu impacte na obtenção de resultados sustentados >>, disse Walter Obiero, técnico sénior da Evalutation and Research Division of Family Health International.

Uma análise da intenção-de-tratar, partindo de 992 doentes com terapia de ARV nos locais de Apoio a Tratamento Baseado na Comunidade da SECURE THE FUTURE, na África do Sul, Namíbia, Botswana e Lesotho, ou seja, uma análise de todos os doentes em estudo que receberam tratamento de ARV e o padrão excelente para a análise de ensaio clínico - demonstraram uma eficácia geral de 64%, em que a eficácia é definida como sustentável, superior a 50 de aumento na contagem de CD4. Os resultados mostraram também um aumento da contagem de CD4 para uma média de 270 de uma média de 105 antes de iniciar o tratamento. A carga viral estava indetectável em 92% dos 296 doentes em quem a carga viral foi testada e a adesão à medicação foi superior a 95% em 84% dos 522 doentes em quem foi avaliada a adesão. Outros êxitos têm a ver com os níveis de conhecimento do HIV e de testes - incluindo 10 vezes mais de aumento no número de clientes que receberam testes voluntários e aconselhamento, desde o início do programa - e na mobilização da comunidade para lutar contra a doença e vencer o estigma que lhe está associado.

Dados preliminares da avaliação independente dos serviços da comunidade prestados a 587 doentes a tomarem AVRs, mostraram que aqueles que dizem estar satisfeitos com os serviços que lhe foram prestados pela comunidade têm uma melhor qualidade de vida, sentem-se menos estigmatizados, têm maior rapidez no aumento e maiores níveis de células CD4 do que os doentes que não estão satisfeitos. As conclusões foram semelhantes em relação ao nível de satisfação com apoio da família oferecido em quatro centros avaliados.

Especificamente, um grupo de doentes satisfeitos com os serviços comunitários atingiu uma média de CD4 células T de 251 em seis meses vs. um nível médio de 216 para um grupo de doentes que também receberam esses serviços, mas que disseram não estarem satisfeitos com eles. Os que estavam satisfeitos com o apoio familiar atingiram uma média de 232 em seis messes vs. uma média de 198 para um grupo semelhante dos que não estavam satisfeitos. É geralmente aceite que uma contagem de CD4 de 200 ou menos está associada a uma taxa mais alta de infecções oportunistas e outras complicações graves do HIV.

Esta investigação sobre a eficácia e exequibilidade do tratamento ARV e sobre o modelo abrangente de cuidados em ambientes de recursos limitados faz parte de um programa SECURE THE FUTURE com parceiros locais governamentais e ONGs para aumentar os cuidados abrangentes ao HIV/SIDA em África. Até à data, mais de 13 400 doentes foram registados em centros de tratamento e em programas no KwaZulu Natal, África do Sul; Maseru, Lesotho; Mbabane, Suazilândia; Subdistrito de Bobirwa. Botswana; Região de Caprivi, Namíbia e Distrito de Koulikoro, Mali. Mais de 5700 doentes estão a fazer terapia ARV e mais de 7700 estão a receber serviços além dos ARVs.

Os serviços de apoio comunitários disponíveis nos Community-Based Treatment Centers incluem a mobilização dos esforços da comunidade para reduzir o estigma sobre o HIV/SIDA e para ajudar pessoas em risco a submeter-se aos testes; cuidados domiciliários e apoio de voluntários; apoio de grupos de voluntários para se encontrarem regularmente e oferecerem apoio mútuo, incluindo grupos de pessoas que vivem com HIV/SIDA; um << sistema de amigos >> para darem apoio e educação num base de pessoa-a-pessoa que vivem com HIV/SIDA; segurança alimentar e actividades que gerem rendimentos e programas para formarem parteiras tradicionais, líderes tradicionais, líderes religiosos e para sensibilizar os curandeiros.

SECURE THE FUTURE é uma iniciativa abrangente pública-privada para ajudar a aliviar a crise de HIV/SIDA entre mulheres e crianças, na África subsariana. Criada em 1999 pela Bristol-Myers Squibb r a Bristol-Myers Squibb Foundation, a iniciativa combina múltiplas abordagens para criar um impacte quantificável na luta contra o HIV/SIDA onde as necessidades das pessoas infectadas e afectadas pela doença são grandes e os cuidados de saúde e outros recursos são limitados.

A Bristol-Myes Squibb é uma multinacional farmacêutica e de produtos relacionados com os cuidados de saúde, cuja missão é prolongar e melhorar a vida humana.

Web site: http://www.bms.com

FONTE Bristol-Myers Squibb