Uma Nova Sondagem Global Mostra que Muita Gente se Preocupa com a Resistência aos Antibióticos, Mas que a Maior Parte não Associa o Problema ao Uso Impróprio de Medicamentos

05 abr, 2006, 11:08 BST De Pfizer Inc

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NICE, França, April 5 /PRNewswire/ --

- Metade dos Inquiridos Pensam Erradamente que os Antibióticos que Sobram Podem Guardar-se e Usar-se Outra Vez.

- O Uso Inadequado de Antibióticos Associado ao Fracasso do Tratamento, Deterioração da Saúde, mais Consultas Médicas e Resistência a Antibióticos

- Os Peritos Advogam Campanhas Educativas Personalizadas para Responder às Razões por que as Pessoas não Tomam os Antibiótico conforme lhes é Prescrito

Uma sondagem a 4500 pessoas, em 11 países, que disseram ter tomado um antibiótico nos últimos 12 meses revelou que muita gente estava preocupada com a resistência aos antibióticos, mas muitos menos entendiam de que forma o uso impróprio dos antibióticos contribui para o problema. Baseados neste resultado, os especialistas da comissão internacional de saúde que analisaram a sondagem manifestaram a necessidade de campanhas educativas que se dirijam às diferenças culturais e de cada país, que contribuem para o uso inadequado dos antibióticos.

Resultados preliminares da sondagem COMPLy (Compliance, Modalities by Population, Lifestyle and Geography) foram apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas. Entre as descobertas iniciais relatadas, oito em dez pessoas inquiridas referiram que os germes resistentes a antibióticos são um problema muito grave, mas apenas seis em dez acreditavam que tomar um antibiótico de forma inadequada pode reduzir a sua eficácia na próxima vez que for usado.

22% dos inquiridos admitiram não terem cumprido a prescrição na última vez que tomara antibiótico, com uma taxa de mais de 30% de não cumprimento em alguns países. Os doentes foram considerados não cumpridores se relatassem ter falhado o tratamento em dias ou em doses ou se tivessem restos de antibióticos apesar de lhes ter sido dito especificamente que deviam tomá-los até ao fim. Metade dos inquiridos pensava que os restos dos antibióticos podiam ser guardados e usados novamente e quase 3/4 (73%) dos que tinham restos de antibióticos disse que os guardava.

<<COMPLy demonstra que embora muita gente entenda que a resistência aos antibióticos é um problemas global importante, muitos menos se apercebem do impacte do incumprimento da prescrição no desenvolvimento da resistência e na sua saúde pessoal,>> disse o Professor Jean-Claude Pechere, Departamento de Genética e Microbiologia, Universidade de Genebra e presidente da comissão geral de trabalhos da COMPLy. <<Esta importante sondagem apresenta nova informação pormenorizada que permitirá aos profissionais de cuidados de saúde e ao público tomarem medidas para melhorar o respeito pela prescrição de antibióticos, ajudando à luta contra a resistência aos antibióticos.>>

A não obediência à terapia com antibióticos pode levar à resistência e está associada ao fracasso do tratamento e às suas consequências, incluindo a deterioração da saúde, o internamento hospitalar e custos adicionais. Um estudo recente, duplamente cego e realizado durante dois anos, em diversos centros a 2188 crianças com pneumonia concluiu que o não cumprimento da prescrição de antibióticos era um dos factores mais importantes que proporcionava o fracasso do tratamento.

A resistência aos antibióticos é considerada uma das preocupações mundiais mais prementes com a saúde pública. As bactérias tornam-se resistentes de várias formas diferentes, que envolvem todas elas alterações na matéria genética da bactéria. O uso impróprio e repetido de antibióticos são duas das principais causas do aumento da resistência das bactérias. Infecções resistentes podem resultar no aumento da doença, de morte e de custos com cuidados de saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde.

<<COMPLy proporciona uma visão do comportamento e atitudes dos pacientes que têm impacte na obediência à prescrição,>> acrescentou Giuseppe Cornaglia, professor associado do Departamento de Patologia., Universidade de Verona, presidente eleito da Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas e membro da comissão de trabalho. <<Muitos doentes esquecem-se de tomar a medicação ou interromper o tratamento quando começam a sentir-se melhor, criando um ambiente ideal para que as bactérias se adaptem mais do que sejam mortas.>>

O estudo COMPLy descobriu que a taxa de não cumprimento estava associada com a idade. Os pacientes mais jovens tinham muito menos possibilidade de cumprir do que os pacientes mais velhos. O não cumprimento entre os 18-29 era - dobro (30%) comparado com o dos 60 anos ou mais velhos (14%). O regime de dosagem do antibiótico era também um factor significativo de cumprimento. Por exemplo, as pessoas tendiam a ser não cumpridoras quando tomam mais doses por dia com 15% de não cumprimento entre pacientes que tomavam uma dose por dia comparada com 27% entre aqueles que tomavam três ou mais doses por dia.

Os membros da comissão de trabalho do COMPLy recomendam que os resultados da sondagem sejam usados para organizar campanhas de educação sobre o não cumprimento em todo o mundo. Os resultados da sondagem sugerem que os esforços de educação devem ser personalizados de forma a responder a várias taxas de cumprimento por país e pelas diferenças nas atitudes do paciente em relação aos antibióticos e aos profissionais de saúde. Por exemplo, a análise pais por país sugere que percepções erradas sobre o uso adequado de antibióticos é o principal factor que origina o não cumprimento em alguns países, embora noutros países a falta de confiança nas capacidades dos médicos e a preocupação sobre a capacidade do médico para tratar a sua doença pode ser o factor mais importante.

Sobre o estudo COMPLy (Compliance, Modalities by Population, Lifestyle and Geography)

A Gallup Organization iniciou o COMPLy durante o Outono de 2005. Uma combinação de entrevistas telefónicas e pessoais foi realizada com 4500 indivíduos em 11 países: Brasil, China, Itália, Japão, México, Holanda, Filipinas, Rússia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos. Os entrevistados tinham 18 anos ou mais e tinham tomado um antibiótico auto-administrado nos últimos 12 anos.

COMPLy foi levado a cabo por uma comissão de trabalho composta por especialistas de nível mundial dedicados à luta contra a resistência aos antibióticos, incluindo:

    
    - Jean-Claude Pechere, presidente da comissão de trabalho, Departamento
      de Genética e da Microbiologia, Universidade de Genebra, Suíça.
    - Giuseppe Cornaglia, presidente eleito ESCMID, Departamento de
      Patologia, Universidade de Verona, Itália.
    - Dyfrig Hughes, presidente da International Society for
      Pharmacoeconomics and Outcomes Research do grupo de trabalho sobre
      cumprimento na área de economia, Centre for the Economics of Health,
      University of Wales
    - Przemyslaw Kardas, Departamento de Medicina Familiar, Universidade de
      Medicina de Lodz, Polónia

O estudo foi apoiado pela Pfizer

Empenho da Pfizer nos Anti-Infecciosos

Embora muitas empresas farmacêuticas tenham reduzido ou eliminado o financiamento de investigação de anti-infecciosos, a Pfizer continua empenhada na descoberta e desenvolvimento de novos anti-infecciosos para tratar infecções hospitalares comunitárias.

Como parte do empenhamento corrente da empresa para entender continuamente o mercado de anti-infecciosos, a Pfizer financiou o COMPLy, a primeira sondagem a pacientes do seu género para quantificar as taxas de não cumprimento das prescrições de antibióticos em todo mundo.

Web site://www.pfizer.com

FONTE Pfizer Inc