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Além do Pix: a próxima camada da infraestrutura internacional que a América Latina está construindo


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PhotonPay

17 jul, 2026, 12:00 GMT

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SÃO PAULO, 17 de julho de 2026 /PRNewswire/ -- A PhotonPay, uma plataforma financeira baseada em stablecoins, divulgou hoje sua mais recente análise de mercado sobre o cenário das fintechs na América Latina. De autoria de Shawn Ma, diretor comercial da PhotonPay, a análise examina os desafios ocultos dos pagamentos internacionais na região e a transição para uma infraestrutura de dupla via.

Escaneie um código QR. O dinheiro é transferido em 0,3 segundo, sem tarifas. Essa é a realidade cotidiana do Pix, a rede brasileira de pagamentos instantâneos. Processando mais de 64 bilhões de transações por ano — um volume superior ao total combinado de transações com cartões de crédito e débito —, o Pix responde por mais de 90% dos pagamentos domésticos no Brasil. Trata-se de uma das inovações financeiras mais bem-sucedidas da história moderna.

No entanto, quando um comerciante brasileiro precisa pagar um fornecedor no México ou na China, essa simplicidade desaparece. Entram em cena redes de bancos correspondentes, contas pré-financiadas, processos de liquidação que podem levar de dois a cinco dias e rigorosas exigências de conformidade. A América Latina inovou justamente onde os problemas eram mais evidentes, mas deixou intacta a infraestrutura invisível por trás das transações internacionais.

O paradoxo do Pix: o atrito invisível

O Pix foi criado para ampliar o acesso ao sistema bancário doméstico, e não para eliminar as barreiras dos pagamentos internacionais. Embora tenha liquidado mais de R$ 1 trilhão em transações B2B apenas em dezembro de 2024, seu sucesso no mercado interno acabou criando um ponto cego. O chamado "Pix internacional" representa apenas uma extensão limitada voltada a turistas, e não uma transformação dos sistemas soberanos de compensação. A complexidade envolvida em uma verdadeira liquidação internacional — incluindo conversão cambial, conformidade em múltiplas jurisdições e roteamento de pagamentos — continua fora do escopo do Pix. O Pix tornou o ambiente doméstico mais eficiente, mas as transações internacionais continuam enfrentando barreiras.

Stablecoins como sintoma, não como solução

A rápida adoção de stablecoins na região é impulsionada por falhas estruturais dos sistemas monetários, e não simplesmente pelo entusiasmo em relação às criptomoedas. Com juros elevados, inflação persistente e controles rígidos de capital, manter recursos em moedas locais pode representar uma desvantagem comercial.

Como resultado, as compras de stablecoins já representam mais da metade de toda a atividade de câmbio na Colômbia, na Argentina e no Brasil. Em toda a América Latina, 71% das instituições adotaram stablecoins para pagamentos internacionais — a maior taxa do mundo. Plataformas como a Bitso preencheram essa lacuna porque as alternativas tradicionais eram pouco viáveis. No entanto, um sistema paralelo baseado em soluções temporárias não representa uma infraestrutura definitiva.

Regulação: classificação, não solução

A abordagem regulatória do Brasil é sofisticada, mas adiciona uma nova camada de complexidade pouco perceptível. Consolidada por resoluções publicadas no final de 2025, a estrutura criada pelo Banco Central estabelece duas vias:

  • O mercado tradicional de câmbio fiduciário opera sob licenças específicas de eFX.
  • Os pagamentos internacionais com stablecoins são realizados por meio de VASPs licenciadas (oficialmente classificadas como SPSAVs).

Embora essa estrutura evite medidas restritivas, a escolha entre VASP e eFX, blockchain ou roteamento por bancos correspondentes traz importantes implicações estratégicas e de conformidade. A maioria das empresas de médio porte não possui recursos internos para operar nessas duas vias.

O verdadeiro custo do capital imobilizado

Para uma empresa que movimenta US$ 10 milhões por mês, um prazo de liquidação de vários dias significa manter entre US$ 1 milhão e US$ 2,5 milhões retidos no processo a qualquer momento. Considerando o custo do capital, spreads cambiais de 2% a 5% e tarifas bancárias, operar pela infraestrutura tradicional de pagamentos internacionais na América Latina costuma ser de 30% a 50% mais caro do que utilizar stablecoins. Esses custos são absorvidos silenciosamente e permanecem ocultos pela falta de transparência do sistema de bancos correspondentes.

O objetivo da infraestrutura é simples: um distribuidor inicia um pagamento via Pix em reais, e o fornecedor no exterior recebe dólares instantaneamente. A conversão cambial, a verificação de AML e a liquidação em múltiplas etapas devem ocorrer de forma totalmente invisível para o usuário.

Essa filosofia de design orienta provedores de infraestrutura de nova geração, como a PhotonPay, cuja arquitetura de dupla via gerencia o roteamento entre moedas fiduciárias e stablecoins, além da liquidação em múltiplos corredores de pagamento, de forma totalmente transparente para o operador.

Conclusão

A revolução dos pagamentos domésticos na América Latina foi bem-sucedida ao eliminar o atrito enfrentado pelos consumidores. O próximo capítulo será escrito pela camada de infraestrutura capaz de replicar esse avanço nos pagamentos internacionais — tornando a operação de dupla via completamente invisível e resolvendo a complexidade oculta pela qual todos pagam, mas que poucos percebem.

FONTE PhotonPay

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