CGTN: Por que o mundo está acompanhando o encontro entre Xi e Trump: Conduzindo as relações China-EUA e moldando o futuro
A CGTN publicou um artigo sobre a visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos. Com base nas histórias de jovens americanos que tiveram contato com a China e no anúncio mais recente de Xi, convidando 100.000 jovens americanos a visitar o país nos próximos cinco anos, o artigo destaca como a diplomacia entre chefes de Estado está moldando os rumos das relações entre China e Estados Unidos, ao mesmo tempo que examina o significado global mais amplo da cooperação entre os dois países.
PEQUIM, 25 de setembro de 2026 /PRNewswire/ -- Para Marlon Forrester e Joey Zhang, uma carta ao presidente chinês Xi Jinping trouxe uma resposta inesperada.
Os dois estavam entre os quase 100 estudantes de 10 universidades dos Estados Unidos que participaram recentemente de intercâmbios de jovens na China. Após a viagem, eles escreveram a Xi para compartilhar o que viram e vivenciaram. A resposta chegou às vésperas da visita de Estado de Xi aos Estados Unidos.
Em entrevista exclusiva à CGTN, Forrester, membro do corpo docente da Universidade de Harvard, e Zhang, estudante da Universidade Columbia, afirmaram que essa experiência os fez sentir que fazem parte de uma nova geração que mantém os intercâmbios entre os dois países. Eles descreveram o envolvimento de Xi com os jovens como "plantar sementes" e "lançar as bases" para futuras trocas.
Pode haver muitas outras histórias como essas no futuro. Durante uma cerimônia de boas-vindas na Casa Branca, no dia 24 de setembro, Xi anunciou que a China convidará 100 mil jovens americanos para visitar o país e participar de intercâmbios e estudos nos próximos cinco anos.
Esse compromisso evidencia como as decisões de alto escalão se refletem na vida real das pessoas comuns, e mostra ainda mais o motivo pelo qual o mundo está de olho na forma como China e EUA moldarão o futuro de sua relação.
Conduzindo os rumos das relações entre China e Estados Unidos
As frequentes interações entre Xi Jinping e Donald Trump em 2026 têm conduzido de forma constante o gigantesco navio das relações entre China e EUA para a frente.
Durante uma conversa telefônica em fevereiro, Xi e Trump concordaram em "realizar mais coisas grandiosas e boas", com Xi instando as duas nações a fazer de 2026 um ano de avanços em direção ao respeito mútuo, à coexistência pacífica e à cooperação mutuamente benéfica.
Três meses depois, Trump visitou a China. Os dois presidentes passaram quase nove horas juntos e chegaram a um consenso político histórico para construir "uma relação construtiva entre a China e os Estados Unidos, baseada na estabilidade estratégica".
Para Xi, definir a direção é apenas o começo. "Construir uma relação construtiva de estabilidade estratégica entre a China e os Estados Unidos não é uma medida oportunista nem algo que possa ser alcançado da noite para o dia", disse ele a Trump em Washington, pedindo que ambas as partes implementem o consenso alcançado com "espírito de determinação".
Esse esforço também se reflete no fortalecimento dos laços interpessoais. De estudantes da Lincoln High School, no estado de Washington, a grupos de jovens de Maryland e da Flórida, Xi respondeu repetidamente a cartas e incentivou os jovens a se tornarem uma nova geração de embaixadores da amizade.
Os laços econômicos oferecem outra base sólida. Segundo o Ministério do Comércio da China, em julho de 2026, empresas americanas haviam estabelecido mais de 84.000 empresas com investimento estrangeiro na China, registrando um crescimento de 7,8% nos investimentos em relação ao ano anterior no primeiro semestre. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Empresarial EUA-China com 175 empresas americanas revelou que 95% delas consideram suas operações na China essenciais para sua competitividade global.
Responsabilidade que vai além dos dois países
Os interesses em jogo na relação entre China e EUA vão muito além de Pequim e Washington.
Na Casa Branca, Xi disse: "A cooperação entre a China e os EUA pode não resolver todos os problemas do mundo. Mas, sem a nossa cooperação, seria difícil resolver muitos dos problemas do mundo."
Ele pediu que ambos os lados "ampliassem a lista de áreas de cooperação e reduzissem a lista de questões", apontando para áreas que vão do comércio e dos investimentos à inteligência artificial, ao combate ao narcotráfico, à aplicação da lei e aos voos diretos.
Sun Taiyi, professor associado da Universidade Christopher Newport, observou que a cooperação bilateral reduz a incerteza do mercado, gerencia os riscos tecnológicos e aprimora a comunicação em situações de crise. "Mesmo uma cooperação limitada pode gerar importantes efeitos positivos indiretos para a estabilidade global."
A governança da IA está recebendo particular atenção no cenário global. "Tanto a China quanto os Estados Unidos são líderes no campo da inteligência artificial", disse Xi na reunião, enfatizando a responsabilidade compartilhada de garantir que a IA permaneça "sob controle humano e a serviço do bem-estar das pessoas".
Wang Honggang, diretor do Instituto de Desenvolvimento Pacífico da Academia Chinesa de Ciências Sociais, acrescentou que a governança conjunta da IA seria um excelente exemplo de como a cooperação entre China e Estados Unidos pode beneficiar o mundo.
A opinião pública global também reflete esses interesses. Uma pesquisa realizada pela CGTN em 39 países mostrou que 75% dos entrevistados — chegando a 78,3% nos países em desenvolvimento — consideram as relações estáveis entre China e Estados Unidos vitais para a comunidade internacional.
Com a China sediando a Reunião de Líderes Econômicos da APEC e os EUA sediando a Cúpula do G20 este ano, a atenção global estará voltada para como os dois líderes interagem, mantêm a comunicação e ampliam a cooperação.
Como Xi afirmou em seu discurso na Casa Branca, "a China e os Estados Unidos, como duas grandes potências, têm a responsabilidade histórica de promover o desenvolvimento e o progresso da humanidade".
FONTE CGTN
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