China Hoje: As relações entre o Brasil e a China no contexto do BRICS ampliado no ano de 2025
BEIJING, 29 de janeiro de 2026 /PRNewswire/ -- É no contexto do protagonismo global da China, bem como da ascensão dos países do chamado Sul Global e, especialmente, do Leste Asiático, que devemos analisar as relações do Brasil com o país asiático e com o BRICS Ampliado, que representa mais de 50% da população mundial e cerca de 40% do PIB global.
As relações com a China e os BRICS ampliados são convergentes, com os BRICS funcionando como plataforma amplificadora dessa relação bilateral, ao permitir a participação numa "plataforma de diálogo e projeção para os países em desenvolvimento", fortalecendo iniciativas voltadas à representatividade na governança global (Rached e Rodrigues, 2025: 27).
Quanto à relação entre o Brasil e a China, o ano de 2025 representou um momento de consolidação e evolução. Embora persistam assimetrias que o Brasil deve transformar — como a dependência de commodities e a necessidade de maior transferência de tecnologia e industrialização —, a parceria atingiu um novo patamar, priorizando segurança alimentar e energética, transição verde e reforma da governança global. As projeções indicam crescimento moderado do comércio bilateral, entre 4% e 6%, com valores entre US$ 160-175 bilhões.
O ponto alto do ano foi a realização da 17ª Cúpula do BRICS, nos dias 6 e 7 de julho de 2025, no Rio de Janeiro, sob a presidência brasileira. A cúpula aprovou a "Declaração do Rio de Janeiro", com 126 compromissos, incluindo: defesa do multilateralismo e do direito internacional; reformas na ONU, no FMI e no BM para ampliar a representação dos países em desenvolvimento; uso de moedas nacionais nas negociações intra-BRICS; fortalecimento de plataformas alternativas ao dólar; e financiamento climático colaborativo.
Por Sérgio Ricardo Rodrigues Castilho.
Foto - https://mma.prnewswire.com/media/2872444/image_5028142_13284484.jpg
FONTE China Hoje
Partilhar este artigo