Observatório do Colchão alerta consumidores sobre a venda de colchões irregulares no Brasil
SÃO PAULO, 3 de fevereiro de 2026 /PRNewswire/ -- O consumidor brasileiro pode estar dormindo sobre um colchão irregular sem sequer saber.
O Observatório do Colchão alerta a sociedade sobre o aumento significativo de reclamações e denúncias, provenientes de diversas regiões do país, relacionadas à comercialização de colchões irregulares em lojas físicas e em plataformas de comércio eletrônico.
Entre as práticas mais recorrentes estão a venda de colchões sem selo do Inmetro e sem Certificado de Identificação da Conformidade, a comercialização de colchões reformados como se fossem novos, o uso de selos falsificados e a propaganda enganosa, com alegações de cura ou tratamento de doenças sem qualquer comprovação técnica ou autorização legal.
Colchão sem certificação é risco disfarçado de economia.
O Observatório do Colchão orienta que, diante de qualquer dúvida, o consumidor consulte o Inmetro para verificar se o produto atende aos requisitos de segurança, qualidade e desempenho. Alegações relacionadas à saúde somente são permitidas quando há registro junto à Anvisa — sem esse registro, a prática configura propaganda enganosa.
Caso o consumidor encontre qualquer dificuldade para realizar essas verificações, o Observatório do Colchão recomenda que entre em contato diretamente com a entidade, que poderá orientar sobre os procedimentos adequados e os canais oficiais de consulta.
O Brasil conta hoje com cerca de 400 fábricas de colchões devidamente certificadas, que cumprem rigorosamente as normas técnicas e regulatórias. Em contrapartida, estima-se a existência de mais de 500 fábricas e montadoras que operam de forma irregular, expondo o consumidor a riscos e comprometendo a concorrência leal no mercado.
Antes de comprar, pare, verifique e confirme:
- se o fabricante possui Certificado de Identificação da Conformidade válido;
- se o colchão é novo ou reformado;
- se a nota fiscal é emitida e entregue no ato da compra.
É importante lembrar que colchão não é um item de compra recorrente. Justamente por isso, é possível — e recomendável — planejar a aquisição, realizar todas as verificações necessárias e somente então efetivar a compra, com mais segurança e tranquilidade.
A ausência da nota fiscal tem sido um dos principais obstáculos para que consumidores consigam exercer seus direitos após a compra.
O Observatório do Colchão reforça: o consumidor não está sozinho. Informação, atenção e verificação são fundamentais para uma escolha segura.
O Observatório do Colchão seguirá monitorando o mercado, recebendo denúncias e atuando de forma contínua para proteger o consumidor, estimular boas práticas e fortalecer a concorrência justa no setor colchoeiro brasileiro.
Site: https://observatoriodocolchao.com.br/
FONTE Observatório do Colchão
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