Essity lança pesquisa inédita no Brasil sobre menstruação e produtividade no trabalho
Levantamento mostra que 6 em 10 mulheres já precisaram deixar de trabalhar devido aos sintomas menstruais. Realizado por Dalia, em colaboração com GPTW Brasil, estudo analisa os impactos da menstruação no trabalho e aponta efeitos na produtividade e no bem-estar.
SÃO PAULO, 20 de maio de 2026 /PRNewswire/ -- A menstruação ainda é pouco considerada nas políticas corporativas brasileiras, apesar de seus impactos diretos na saúde, no bem-estar e na produtividade de milhões de pessoas. É o que revela um estudo inédito "Menstruação e produtividade laboral: o tabu que impacta os resultados do negócio", apresentado pela Essity, líder global em higiene e saúde, realizado pela Dalia em colaboração com a Great Place to Work (GPTW) Brasil, que investigou como os sintomas menstruais afetam a produtividade das companhias, a rotina profissional de pessoas que menstruam no país e os desafios que ainda persistem nas empresas brasileiras.
Após conduzir estudos sobre o tema no México, a Essity decidiu investigar a realidade sobre menstruação no mercado brasileiro. Assim, a Dalia realizou o levantamento no país para analisar as experiências de mulheres e pessoas menstruantes no ambiente de trabalho, além das políticas e práticas relacionadas ao tema adotadas por empresas que atuam no país. A pesquisa ouviu 1.688 pessoas que menstruam entre maio e setembro de 2025, além de 80 empresas de diferentes setores e portes.
O levantamento está alinhado com a atuação global da Essity para a transformação da experiência menstrual a partir de uma abordagem integrada, baseada em quatro pilares: acesso a produtos menstruais seguros e acessíveis; acesso à água limpa e a instalações sanitárias seguras e privadas; acesso a conhecimento, informação e educação inclusivos e precisos sobre saúde menstrual; e promoção de ambientes livres de tabus e estigmas.
IMPACTO NA PRODUTIVIDADE
Os resultados apontam os impactos na produtividade laboral das participantes. Segundo o levantamento, 96,7% das pessoas que menstruam afirmam perceber algum grau de queda no desempenho profissional durante o período menstrual, especialmente em razão de sintomas como cólicas, fadiga, dores de cabeça e alterações emocionais. A análise considera tanto o absenteísmo, relacionado às faltas ao trabalho, quanto o presenteísmo, quando profissionais permanecem em atividade, mas com rendimento inferior ao habitual.
De acordo com o levantamento, 59,2% das mulheres afirmam já ter precisado interromper o trabalho devido aos desconfortos relacionados à menstruação. Além disso, nove em cada dez entrevistadas relatam sintomas intensos que impactam diretamente sua rotina laboral.
O estudo também mostra que empresas com políticas ou práticas voltadas ao bem-estar menstrual apresentam menor impacto na produtividade das colaboradoras. Em uma escala de 0 a 100, a perda de produtividade percebida em empresas sem iniciativas relacionadas ao tema foi de 64 pontos, enquanto nas organizações que adotam medidas de apoio o índice caiu para 59 pontos, o que representa uma melhora relativa de 8%.
INICIATIVAS CORPORATIVAS
A pesquisa aponta que a maioria das empresas brasileiras ainda não reconhece o tema como uma questão relacionada à saúde, ao bem-estar, à produtividade e aos direitos das pessoas que menstruam. Segundo os dados, apenas 8% das companhias possuem políticas ou protocolos voltados às questões menstruais; 75% das empresas afirmam nunca ter considerado o tema internamente; e 18% entendem que medidas relacionadas à saúde menstrual não são necessárias.
"A menstruação segue fora de muitas conversas sobre produtividade e bem-estar no trabalho, apesar de impactar de forma direta a experiência cotidiana de milhões de mulheres e pessoas que menstruam. O que este estudo mostra é que ignorar o tema não elimina seus efeitos: apenas os transfere para o bem-estar, a produtividade e a permanência no mercado de trabalho. Em um país onde as mulheres representam uma parte fundamental da força de trabalho, avançar em políticas e práticas mais empáticas e informadas já não é apenas uma conversa sobre saúde, mas também uma discussão sobre cultura organizacional e sustentabilidade dos negócios", afirma Laura Manzo, diretora do projeto da pesquisa na Dalia.
Para Vanessa Reis, diretora executiva do Great Place to Work Brasil, ampliar o olhar das empresas para a saúde menstrual é fundamental para avançar em bem-estar e equidade de gênero. "Políticas mais inclusivas e humanizadas são essenciais para reduzir desigualdades e promover ambientes de trabalho mais saudáveis. Organizações que constroem relações de confiança e respeito criam espaços mais acolhedores e seguros, impactando diretamente a saúde menstrual e a experiência das pessoas no trabalho. É papel das empresas assumir essa agenda com consistência e empatia", destaca.
Para Palmira Camargo, Diretora de Comunicação e Assuntos Públicos da Essity América Latina, o debate sobre saúde menstrual precisa avançar dentro e fora do ambiente corporativo e ganhar espaço nas discussões sobre trabalho, inclusão e qualidade de vida.
"A saúde menstrual não é apenas um tema feminino, mas uma questão que envolve aspectos econômicos, de igualdade, de bem-estar e de saúde pública. A produtividade laboral e a estabilidade emocional de milhões de pessoas, e o impacto na vida diária estão diretamente relacionados a esse tema e, por isso, envolve toda a sociedade", afirma a executiva.
Segundo Palmira, o estudo reforça a necessidade de as organizações ampliarem o olhar para políticas mais inclusivas e conectadas às necessidades reais das pessoas menstruantes. "No ano passado, realizamos esse estudo no México e, agora, quisemos compreender também a realidade brasileira, um mercado estratégico para a Essity na América Latina com a marca Libresse. Queremos abrir a conversa no Brasil sobre como a menstruação impacta o ambiente de trabalho e incentivar práticas mais responsáveis relacionadas ao tema dentro das organizações. Na Essity, já adotamos iniciativas como disponibilização de produtos menstruais nos banheiros, acesso a espaços adequados de descanso, ambientes limpos e flexibilidade na jornada quando necessário", destaca.
ALTERNATIVAS PARA O BEM-ESTAR MENSTRUAL
A pesquisa também aponta caminhos considerados prioritários pelas próprias trabalhadoras para melhorar a experiência menstrual no ambiente corporativo. Entre as medidas mais mencionadas estão flexibilidade na jornada nos dias de menstruação, acesso a produtos menstruais e analgésicos, licenças, treinamentos e ajustes na carga de trabalho.
Entre as empresas que já implementaram algum tipo de política relacionada ao tema, as iniciativas variam entre permissões informais, flexibilização de horários, apoio ao trabalho remoto, dias de descanso e licenças menstruais específicas. Segundo o levantamento, todas as companhias que adotaram medidas voltadas à saúde menstrual afirmam ter observado impactos positivos para o negócio, incluindo melhorias no clima organizacional, no bem-estar das colaboradoras, na produtividade e na retenção de talentos.
De acordo com o estudo, embora essas iniciativas não demandem investimentos elevados, elas podem contribuir para a redução de ausências, melhoria da produtividade, aumento da satisfação profissional e fortalecimento das políticas de diversidade e inclusão.
Sobre a Essity
A Essity é uma empresa líder global em higiene e saúde. Todos os dias, nossos produtos, serviços e soluções são usados por um bilhão de pessoas em todo o mundo. Nosso objetivo é quebrar barreiras pelo bem-estar dos consumidores, pacientes, cuidadores, clientes e da sociedade. Estamos presentes em aproximadamente 150 países com as marcas líderes globais TENA e Tork, e outras marcas fortes, como Actimove, Cutimed, JOBST, Knix, Leukoplast, Libero, Libresse, Lotus, Modibodi, Nosotras, Saba, Tempo, TOM Organic e Zewa. Em 2025, a Essity teve vendas de aproximadamente 138 bilhões de coroas suecas (13 bilhões de euros) e empregou 36.000 pessoas. A sede da empresa está localizada em Estocolmo, na Suécia, e a Essity está listada na Nasdaq Stockholm. Para mais informações, acesse o site.
Sobre a Dalia
A Dalia é um ecossistema que apoia empresas na transformação de suas culturas organizacionais a partir de uma abordagem de gênero, além de impulsionar a liderança feminina por meio do desenvolvimento de life skills. Para mais informações, acesse o site.
Sobre o Great Place To Work® (GPTW)
Com três décadas de atuação, metodologia exclusiva e atuação em 180 países, o Great Place To Work® é a principal referência mundial em cultura organizacional, amplificando as vozes dos colaboradores por meio de pesquisas para diagnóstico, dados e benchmarking, possibilitando a promoção de melhorias no ambiente de trabalho e o reconhecimento por meio da Certificação e Ranking.
Foto - https://mma.prnewswire.com/media/2984298/FOTO_ESSITY_Pesquisa_Menstrua__o_IMG_5389.jpg
FONTE Essity
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