Estudo aponta que 74% das empresas enfrentam custos inesperados com IA e identifica a governança como fator crítico para escalar a tecnologia
Levantamento realizado pela Sensedia e Squadra em parceria com a MIT Sloan Management Review Brasil indica que o diferencial competitivo deixa de ser a adoção da IA e passa a ser sua integração e governança em escala
SÃO PAULO, 4 de agosto de 2026 /PRNewswire/ -- A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma prioridade estratégica para as empresas, mas a transição de projetos-piloto para a implementação em larga escala continua sendo um dos maiores desafios para as organizações. É o que revela um estudo desenvolvido pela Sensedia e Squadra, em parceria com a MIT Sloan Management Review Brasil, que mostra uma lacuna significativa entre intenção e execução: embora 66,2% dos executivos considerem a IA uma prioridade de negócios, apenas 7,4% conseguiram integrá-la em toda a sua operação.
O estudo mostra que o desafio não é mais experimentar com IA, mas escalá-la de forma eficiente e com uma estratégia clara. A adoção descentralizada e a falta de governança levaram 74% das organizações a enfrentar custos imprevistos, redundâncias tecnológicas e aumento dos riscos de conformidade.
A adoção descentralizada e a falta de governança levaram 74% das organizações a enfrentar custos imprevistos, redundâncias tecnológicas e aumento dos riscos de conformidade. O relatório baseia-se em uma pesquisa de maturidade digital realizada durante o evento APIX 2026, complementada por entrevistas com líderes de empresas como Bradesco, MAPFRE, Inter, Hcor, Sensedia, Squadra e Klabin, bem como por uma análise de pesquisas de empresas globais como Bain & Company, Gartner, McKinsey e Deloitte.
Entre suas principais conclusões, o estudo aponta que melhorias isoladas em produtividade e automação não se traduzem, por si só, em um impacto financeiro significativo ou em uma vantagem competitiva sustentável. O verdadeiro diferencial reside na capacidade de integrar a IA à arquitetura tecnológica da organização e alinhá-la diretamente aos objetivos estratégicos de negócios.
Os desafios da infraestrutura e do controle de dados
O estudo expõe sérias limitações na infraestrutura de dados das empresas. Para 54,4% dos profissionais de tecnologia, o acesso aos dados corporativos necessários para alimentar soluções de IA ainda é desestruturado. Destes, 31,6% dependem da inserção manual de contexto nas ferramentas, enquanto 22,8% utilizam soluções desconectadas das informações da empresa.
A isso se soma a falta de estruturas de controle, com 41,4% da equipe técnica trabalhando sem processos formais de gestão de riscos e apenas 4,8% dos executivos relatando possuir modelos de governança consolidados, suportados por plataformas especializadas.
Além disso, 80% das organizações não possuem arquiteturas de agentes estruturadas e 68% não implementaram o Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) em ambientes de produção — componentes essenciais para a próxima geração de aplicações inteligentes baseadas em agentes.
Nesse sentido, José Gómez Amador, Gerente Regional de Negócios da Sensedia, destaca que a adoção de IA não é mais o principal desafio. À medida que agentes inteligentes assumem processos críticos, as empresas precisam de uma arquitetura capaz de conectar dados, sistemas e modelos sob uma única camada de governança. Sem isso, custos, falhas operacionais e escalabilidade se tornam mais difíceis de controlar.
Nesta nova fase de maturidade, o mercado está migrando da primeira onda de copilotos e automações ad hoc para operações escaláveis, integradas aos processos principais e orientadas a resultados de negócios. Arquitetura empresarial, integração e governança de dados estão se tornando ativos estratégicos. Empresas que mantêm iniciativas isoladas obterão apenas ganhos marginais de eficiência; por outro lado, aquelas que integram IA às suas operações principais alcançarão uma vantagem competitiva sustentável.
O relatório também projeta uma rápida evolução em direção a ecossistemas de IA baseados em agentes e arquiteturas multiagentes, onde os aplicativos deixam de ser meros assistentes para executar tarefas, tomar decisões e interagir autonomamente com os sistemas corporativos. Isso exige infraestruturas preparadas para agentes que garantam acesso seguro, escalável e contextualizado a APIs e dados.
O papel estratégico das APIs e casos de sucesso na região
Com o avanço dessas ferramentas nas operações diárias, as APIs e as plataformas de integração assumem um papel de liderança, tornando-se a infraestrutura que fornece contexto, rastreabilidade, segurança e governança. Amador enfatiza que as APIs são a camada que conecta a inteligência à tomada de decisões e aos processos, provando ser essenciais em um ambiente dominado por agentes para garantir observabilidade, controle de custos e governança em escala.
As organizações que lideram a transformação impulsionada pela IA hoje têm algo em comum: elas não construíram seu sucesso em projetos isolados, mas sim em uma arquitetura robusta de dados e integração que lhes permite escalar a IA de forma segura e eficiente. O Bradesco é um excelente exemplo. A empresa já opera mais de 600 aplicações de IA em produção, uma estratégia que gera um valor estimado de mais de US$ 45 milhões anualmente, demonstrando que o verdadeiro retorno sobre o investimento em IA é alcançado quando ela é integrada ao negócio principal, e não apenas usada como iniciativas isoladas.
Da mesma forma, a Inter opera mais de 500 modelos que apoiam decisões críticas em análise de crédito, prevenção de fraudes e personalização, enquanto a MAPFRE está implementando agentes inteligentes em atendimento ao cliente e gestão de sinistros. Enquanto isso, instituições como a Hcor e a Klabin estão avançando na interoperabilidade de dados de saúde e em plataformas multiagentes com governança centralizada.
Até 2028, projeta-se que a maioria das empresas substituirá ferramentas isoladas de IA por fluxos de trabalho de automação inteligente de ponta a ponta. A Gartner alerta que as empresas que tentarem sobrepor IA a arquiteturas legadas sem modernização estrutural verão suas margens de lucro drasticamente reduzidas.
Nesse contexto, Amador conclui que a vantagem competitiva não será determinada pela quantidade de modelos de IA implementados, mas sim pela capacidade de orquestrar agentes, dados e APIs dentro de uma arquitetura segura. Essa infraestrutura é o que transforma provas de conceito em inteligência operacional real.
Por fim, Rômulo Cioffi, Diretor de Inovação da Squadra, destaca que a IA generativa começou a tornar commodities aspectos da engenharia de software, deslocando a vantagem estratégica para a arquitetura de decisão. Portanto, as empresas líderes serão aquelas capazes de integrar inteligência diretamente em seus fluxos de trabalho operacionais por meio de agentes que podem observar, interpretar, agir e aprender continuamente.
O estudo completo está disponível em:
https://www.sensedia.com.br/conteudo/report-eficiencia-nao-paga-a-conta-o-paradoxo-da-ia-nas-organizacoes
Sobre a Sensedia
A Sensedia é uma provedora multinacional de plataforma de gerenciamento de APIs, governança de agentes e soluções de integração, além de serviços profissionais. A empresa impulsiona a transformação digital de grandes empresas por meio de arquiteturas mais ágeis, modernas e escaláveis, permitindo que seus clientes ofereçam produtos e experiências digitais para todo o seu ecossistema. Saiba mais em sensedia.com.es
Sobre a Squadra
A Squadra é uma das maiores consultorias de tecnologia do Brasil e parceira digital de marcas como Inter, Vale, VLI, Unimed, Claro e MRV. Ela combina design abrangente, IA aplicada e excelência técnica em desenvolvimento, operações e dados para construir plataformas digitais modernas, inteligentes e escaláveis. Reúne mais de 700 profissionais de tecnologia que atuam em todo o Brasil e em projetos internacionais. Com sua plataforma proprietária de IA, Genius, a squadra potencializa resultados e acelera a transformação digital com impacto real. Saiba mais em squadra.com.br.
FONTE Sensedia
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