MGI Tech apoia Universidade de Lisboa em projeto pioneiro sobre o impacto das poeiras do Saara nos solos agrícolas e vinhas portuguesas
Eventos de poeira aumentaram até 12 vezes, transportando milhões de microrganismos para os solos portugueses
Tecnologia de sequenciação permite detetar riscos e desbloquear oportunidades biotecnológicas para aumentar a resiliência e qualidade das vinhas
LISBOA, 19 de janeiro de 2026 /PRNewswire/ -- A MGI Tech Co., Ltd., empresa dedicada ao desenvolvimento de ferramentas e tecnologias essenciais que impulsionam a inovação nas ciências da vida, apoia a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (ULisboa) na identificação e monitorização de microrganismos transportados pelo pó do Saara, através da aplicação de tecnologia avançada de sequenciação. O objetivo é compreender como estes bioaerossóis - cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas - estão a transformar os solos agrícolas portugueses e a afetar a qualidade e a produtividade das vinhas em regiões vitivinícolas portuguesas e, simultaneamente, identificar oportunidades para melhorar a produtividade, qualidade e sustentabilidade das culturas.
Portugal, especialmente o Sul, situa-se numa das principais rotas de deposição de poeira saariana. Estas intrusões transportam milhões de microrganismos identificáveis através de análise de ADN, que podem alterar profundamente os microbiomas do solo e das plantas, bem como influenciar a fertilidade do solo, a resistência a doenças, a qualidade das uvas e a produtividade das culturas - fatores centrais para a sustentabilidade e competitividade do setor agrícola. Os resultados deste estudo vão contribuir para o desenvolvimento de práticas agrícolas mais sustentáveis, aplicáveis a diversas culturas e ecossistemas agrícolas.
Com o apoio da tecnologia de sequenciação de elevada sensibilidade da MGI Tech, incluindo o equipamento DNBSEQ-G99, capaz de analisar milhões de microrganismos em tempo real com elevada sensibilidade, a Ciências ULisboa está a mapear a composição microbiana das poeiras, dos solos e das plantas, permitindo antecipar riscos e identificar oportunidades biotecnológicas.
"O impacto da poeira é bidirecional: pode trazer riscos que ameaçam a produtividade, mas também transporta microrganismos com potencial biotecnológico. Precisamos de monitorizar e compreender ambos os lados para proteger e potenciar a agricultura portuguesa", explica Prof. Ricardo Dias, investigador da Universidade de Lisboa.
Este conhecimento abre caminho ao desenvolvimento de soluções de agricultura de precisão, incluindo a identificação de microrganismos benéficos, a deteção precoce de patogénios e a criação de consórcios microbianos capazes de melhorar a resiliência da vinha.
"O G99 permitiu-nos identificar, durante a tempestade Célia e em Portugal, um género bacteriano com potencial para atuar como fertilizante natural, o que demonstra o valor imediato deste tipo de monitorização, destaca Prof. Ricardo Dias. "Temos também testado consórcios microbianos não nativos que aumentam a resiliência da vinha, melhoram a qualidade das uvas e reduzem a necessidade de pesticidas. Com a inovação da MGI, a resiliência não começa quando a poeira assenta - começa quando a analisamos", acrescenta.
"A nossa parceria com a Universidade de Lisboa mostra como a sequenciação pode transformar o pó do Saara em dados úteis — começando pelas vinhas e, a longo prazo, criando um sistema de inteligência microbiana aplicável a toda a agricultura", acrescenta Duncan Yu, Presidente da MGI.
Num ano em que Portugal registou, em 2024, uma quebra de 8% na produção de vinho, segundo o CEEV, e enfrenta desafios crescentes devido às alterações climáticas, um aumento significativo das intrusões de poeira saariana, este projeto representa um avanço significativo para proteger a economia vitivinícola nacional. A integração da genómica na agricultura está a abrir portas a novas formas de monitorizar, gerir e melhorar os solos e as culturas, reforçando a posição do país na frente da inovação agrícola e na resiliência climática.
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Sobre a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa | CIÊNCIAS ULisboa
A CIÊNCIAS celebrou o seu 1.º centenário em 2011 e a sua história remonta à criação da primeira universidade de Portugal, a Universidade de Lisboa, em 1288. É reconhecida como uma das mais prestigiadas instituições de ensino e investigação em Portugal, particularmente nas áreas científicas e afins. Este reconhecimento resulta da qualidade dos seus programas, que incluem 17 licenciaturas, 40 mestrados e 21 doutoramentos, refletida numa taxa de empregabilidade de 98%.
A Faculdade alberga 13 centros de investigação, reconhecidos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e destaca-se pelo seu compromisso com a excelência na investigação e na inovação. Este compromisso é evidente no seu desempenho per capita, que é o melhor da Universidade de Lisboa. O centro de inovação Tec Labs, localizado no campus, acolhe 35 startups, 6 das quais internacionais, com foco nas áreas da ciência e da saúde.
O campus da CIÊNCIAS ocupa 1,5 hectares de espaços verdes e dispõe de infraestruturas de investigação fora do campus, como a Herdade da Ribeira Abaixo, na Serra de Grândola, e o Laboratório Marítimo da Guia, em Cascais.
A sustentabilidade é uma prioridade, promovida através do Living Laboratory for Sustainability, que inclui projetos de inovação social e ambiental como a HortaFCUL, o FCULResta e o Ciências e Harmonia.
Diariamente, cerca de 5.000 pessoas passam pelo campus, que é frequentado por 6.000 estudantes, 650 professores e investigadores, bem como mais de 200 funcionários que integram a instituição.
Sobre a MGI
A MGI Tech Co., Ltd. (ou as suas subsidiárias, doravante designadas por MGI) está empenhada em desenvolver ferramentas e tecnologias essenciais que impulsionam a inovação nas ciências da vida. O seu foco incide na investigação e desenvolvimento, fabrico e comercialização de instrumentos, reagentes e produtos relacionados nas áreas das ciências da vida e da biotecnologia. Disponibilizamos equipamentos e sistemas digitais em tempo real, multi-ómicos e de espectro completo para medicina de precisão, agricultura, cuidados de saúde e várias outras indústrias. Fundada em 2016, a MGI tornou-se uma referência mundial nas ciências da vida, servindo clientes em seis continentes, e estabeleceu instalações globais de investigação, produção, formação e serviços pós-venda.
A MGI distingue-se como uma das poucas empresas capazes de desenvolver e produzir de forma independente sequenciadores genéticos de nível clínico em larga escala, com diferentes capacidades de rendimento, que variam de níveis de Gb a Tb. Com uma experiência incomparável, produtos de vanguarda e um compromisso com o impacto global, a MGI continua a moldar o futuro das ciências da vida.
Mas informações em: https://global-mgitech.com/, LinkedIn, X e YouTube.
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