Confiança dos CEOs nas perspectivas de receita atinge o nível mais baixo em cinco anos - enquanto a IA se torna um divisor de águas decisivo entre líderes e retardatários: Pesquisa Global de CEOs da PwC 2026
- Apenas três em cada dez (30%) CEOs estão confiantes no crescimento da receita em 2026, enquanto a maioria tem dificuldade em transformar os investimentos na IA em retornos tangíveis
- Um em cada oito (12%) CEOs afirma que a IA gerou benefícios tanto de custo quanto de receita, enquanto empresas que aumentaram seu uso da IA em bases sólidas estão se destacando
- Crescentes preocupações com tarifas e riscos cibernéticos aumentam a pressão, à medida que CEOs questionam se estão se transformando com rapidez suficiente
- Os EUA continuam sendo o principal destino para investimentos globais, com o interesse na Índia dobrando a cada ano
DAVOS, Suíça, 21 de janeiro de 2026 /PRNewswire/ -- A confiança dos CEOs nas perspectivas de receita de suas empresas caiu para o nível mais baixo em cinco anos, à medida que líderes empresariais lidam com retornos desiguais da inteligência artificial, aumento do risco geopolítico e intensificação das ameaças cibernéticas.
De acordo com a 29ª Pesquisa Global de CEOs da PwC, apenas três em cada dez (30%) CEOs dizem estar confiantes no crescimento da receita nos próximos 12 meses – abaixo dos 38% em 2025 e dos 56% em 2022. Os resultados sugerem que, enquanto os CEOs navegam por um ambiente operacional complexo moldado por rápidas mudanças tecnológicas, incertezas geopolíticas e pressões econômicas, muitas empresas ainda não conseguiram transformar investimentos em ganhos financeiros consistentes.
A pesquisa é baseada nas respostas de 4.454 CEOs em 95 países e territórios.
A IA é um divisor de águas decisivo para o crescimento e a lucratividade
A maior questão na mente dos CEOs é se eles estão se transformando rápido o suficiente para acompanhar as mudanças tecnológicas, incluindo a IA. Quarenta e dois por cento citam isso como sua principal preocupação – bem à frente de inquietações sobre capacidade de inovação ou viabilidade de médio a longo prazo (ambas com 29%).
Apesar da ampla experimentação, apenas um em cada oito (12%) CEOs afirma que a IA trouxe benefícios tanto de custo quanto de receita. No total, 33% relatam ganhos em custos ou em receita, enquanto 56% dizem não ter observado até o momento nenhum benefício financeiro significativo.
A pesquisa aponta para uma divisão crescente entre empresas que estão testando a IA e aquelas que a implementam em escala. CEOs que relatam ganhos tanto em custos quanto em receita têm de duas a três vezes mais probabilidade de afirmar que incorporaram amplamente a IA em produtos e serviços, geração de demanda e tomada de decisões estratégicas.
A base é tão importante quanto a escala. CEOs cujas organizações estabeleceram bases sólidas de IA – como arquiteturas de IA Responsável e ambientes tecnológicos que permitem integração em toda a empresa – têm três vezes mais probabilidade de relatar retornos financeiros significativos. A análise separada da PwC mostra que empresas que aplicam IA de forma ampla a produtos, serviços e experiências do cliente alcançaram margens de lucro quase quatro pontos percentuais maiores do que aquelas que não o fizeram.
Mohamed Kande, Presidente Global da PwC, disse:
"O ano de 2026 está se configurando como decisivo para a IA. Um pequeno grupo de empresas já está transformando a IA em retornos financeiros mensuráveis, enquanto muitas outras ainda lutam para ir além de projetos-piloto. Essa lacuna já começa a se refletir na confiança e na competitividade – e se ampliará rapidamente para aquelas que não agirem."
A confiança cai à medida que tarifas e riscos cibernéticos se intensificam
A confiança dos CEOs enfraqueceu ainda mais diante do aumento da exposição a riscos externos. Um em cada cinco CEOs no mundo (20%) afirma que sua organização está altamente ou extremamente exposta ao risco de perdas financeiras significativas decorrentes de tarifas nos próximos 12 meses, embora a exposição varie amplamente por região – de 6% no Oriente Médio a 28% na China continental e 35% no México. Entre os CEOs dos EUA, 22% relatam alta exposição.
A preocupação com o risco cibernético aumentou de forma acentuada, com 31% dos CEOs agora citando-o como uma grande ameaça – acima dos 24% no ano passado e dos 21% há dois anos. Em resposta, 84% afirmam que planejam fortalecer a cibersegurança em toda a empresa como parte de sua resposta ao risco geopolítico.
As preocupações com a volatilidade macroeconômica (31%), a disrupção tecnológica (24%) e a geopolítica (23%) também aumentaram ligeiramente, enquanto a preocupação com a inflação caiu marginalmente (de 27% no ano passado para 25%).
A reinvenção torna-se uma prioridade estratégica
Apesar do cenário desafiador, os CEOs veem cada vez mais a reinvenção como essencial para o crescimento. Mais de quatro em cada dez (42%) afirmam que suas empresas começaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos. Entre aqueles que planejam grandes aquisições, 44% esperam investir fora de seu setor atual, sendo a tecnologia o setor adjacente mais atraente.
Pouco mais da metade dos CEOs (51%) planeja realizar investimentos internacionais no próximo ano. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino, com 35% classificando-o entre seus três principais mercados. O Reino Unido e a Alemanha (ambos com 13%) e a China continental (11%) também se destacam. O interesse pela Índia quase dobrou ano a ano, com 13% dos CEOs que planejam investimentos internacionais colocando o país entre seus três principais destinos.
As lacunas de execução permanecem. Apenas um em cada quatro CEOs afirma que sua organização tolera alto risco em projetos de inovação, possui processos disciplinados para interromper iniciativas com baixo desempenho ou opera um centro de inovação definido ou uma função de corporate venturing.
O tempo também é uma restrição: os CEOs relatam gastar 47% do seu tempo focados em questões com horizonte inferior a um ano, em comparação com apenas 16% dedicado a decisões com perspectiva de mais de cinco anos.
Mohamed Kande, Presidente Global da PwC, acrescentou:
"Em períodos de mudança rápida, o instinto de desacelerar é compreensível – mas também é arriscado. O valor em jogo em toda a economia global está aumentando, e a janela para capturá-lo está se estreitando. As empresas que terão sucesso serão aquelas dispostas a tomar decisões ousadas e investir com convicção nas capacidades que mais importam."
Notas aos editores
Sobre a Pesquisa Global de CEOs da PwC 2026
Pesquisamos 4.454 CEOs em 95 países e territórios, de 30 de setembro a 10 de novembro de 2025. Os dados globais e regionais deste relatório são ponderados proporcionalmente ao PIB nominal dos países, de modo que as opiniões dos CEOs sejam amplamente representativas em todas as principais regiões. Os dados por setor e por país são baseados em informações não ponderadas da amostra completa de 4.454 CEOs. Para saber mais sobre os resultados, acesse: http://www.pwc.com/ceosurvey.
Sobre a PwC
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FONTE PwC
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