Os avanços tecnológicos por trás da plataforma inteligente de armazenamento de energia com tecnologia de formação de rede (grid-forming) de última geração da Huawei
A LUTERRA, nova plataforma inteligente de armazenamento de energia com tecnologia de formação de rede (grid-forming) da Huawei FusionSolar, foi desenvolvida com base em avanços tecnológicos voltados ao sucesso dos clientes.
MUNIQUE, 17 de julho de 2026 /PRNewswire/ -- A Huawei lançou a LUTERRA durante a Intersolar Europe, realizada no mês passado na Alemanha. Neste artigo, Steve Zheng, presidente da unidade de negócios de sistemas inteligentes de armazenamento de energia da Huawei Digital Power, explica como a empresa se tornou referência no setor em termos de eficiência com uma solução de armazenamento em baterias de fácil instalação, capaz de oferecer aplicações de formação de rede em nível de usina.
A tecnologia de formação de rede da Huawei já foi comprovada em operação, inclusive na maior microrrede do mundo abastecida 100% por energia renovável, instalada no destino turístico The Red Sea, na Arábia Saudita. O projeto The Red Sea opera de forma estável há mais de dois anos e demonstra que é plenamente possível coordenar recursos energéticos com capacidade de formação de rede em diferentes instalações, na ordem de gigawatt-hora.
Embora poucos projetos tenham a mesma magnitude dos 400 MW de energia solar fotovoltaica e dos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 1,3 GWh implantados na Arábia Saudita, a tecnologia da Huawei pode proporcionar maior receita, maior rendimento e integração perfeita com a energia solar para todos os clientes.
Segundo Zheng, recursos como a eficiência de ciclo completo (RTE), líder no setor, o controle de alta precisão do estado de carga (SOC) e a otimização da célula ao conjunto de baterias resultam da integração de diversas áreas, "entre elas eletroquímica, engenharia elétrica, eletrônica, termodinâmica, tecnologia de controle e tecnologia de previsão".
"O controle abrangente da Huawei sobre a solução como um todo alcança uma eficiência de 93,1% no lado de baixa tensão do PCS a uma temperatura ambiente de 25 °C, com a precisão do SOC atingindo 2,5% em ambas as extremidades e 3% na fase de estabilização", afirma Zheng.
O projeto integrado abrange o gerenciamento térmico completo, da célula ao pacote, sistemas de resfriamento a líquido e uma arquitetura de comutação de alta tensão em carboneto de silício (SiC). Essa configuração oferece vantagens de desempenho exclusivas para aplicações de armazenamento de energia de longa duração (LDES), em comparação com outros produtos disponíveis no mercado.
"Seguimos a arquitetura em cadeia e adotamos um otimizador para cada pacote e um controlador para cada rack." Esses métodos de gerenciamento, mais precisos e eficazes, reduzem as inconsistências eletroquímicas, sobretudo as que surgem ao longo da vida útil das baterias", explica Zheng.
"Em nossa solução de última geração, a tensão CA é aumentada para 1.000 V CA pela primeira vez com base em componentes de SiC. Isso reduz as perdas do sistema e aumenta a eficiência. Nossa tecnologia exclusiva de refrigeração inteligente e distribuída amplia a área de dissipação de calor. Além disso, a alta RTE, a elevada uniformidade, o alto SOC e a alta disponibilidade aumentam em mais de 10% o volume de energia processada pela solução, em comparação com soluções convencionais."
Embora a tecnologia seja sofisticada, a instalação e a logística foram projetadas para serem o mais simples possível, segundo Steve Zheng. Em uma usina de armazenamento em baterias de 1 GWh, a plataforma LUTERRA reduz em pelo menos 30% o prazo de entrega, em ao menos 20% os custos de infraestrutura auxiliar da usina (BOP) e em 1 m² por megawatt-hora instalado a área ocupada, em comparação com as soluções convencionais.
Zheng afirma que esses resultados são alcançados graças à arquitetura patenteada com barramento de passagem da Huawei, que permite instalação flexível, expansão de capacidade e taxas C adaptáveis para carregamento e descarregamento ao longo de todo o ciclo de vida do projeto.
Formação de rede para estabilizar sistemas elétricos baseados em inversores
Como sabem os leitores habituais do Energy-Storage.news, as tecnologias de formação de rede e suas aplicações ganharam enorme importância para reforçar a estabilidade dos sistemas elétricos em todo o mundo.
Historicamente, a frequência e a tensão da rede elétrica têm sido determinadas como resultados da massa rotativa das turbinas de geração térmica. À medida que esses ativos, em sua maioria movidos a combustíveis fósseis, são substituídos ou superados em número por fontes renováveis variáveis (VRE), surge um novo desafio para a manutenção da estabilidade do sistema.
Felizmente, inversores com capacidade de formação de rede podem fornecer a mesma inércia, relação de curto-circuito (SCR) e outras funções essenciais, como a partida autônoma do sistema. A formação de rede é especialmente adequada aos sistemas de armazenamento de energia em baterias, e países e regiões como Reino Unido, Austrália e China avançam na implantação desses recursos.
Na Europa, os quatro operadores do sistema de transmissão (TSOs) da Alemanha lançaram, no início deste ano, um mercado de serviços de inércia de longo prazo, aberto a BESS com formação de rede, enquanto a ENTSO-E, que reúne TSOs de 36 países, elaborou diretrizes técnicas para requisitos de formação de rede.
"A tecnologia de formação de rede é essencial para manter a estabilidade de um sistema elétrico com alta participação de energias renováveis. "A tecnologia evoluiu de equipamentos individuais para arranjos e usinas de energia", afirma Steve Zheng.
A Huawei definiu seis capacidades de GFM: inércia, nível de curto-circuito, regulação primária de frequência, amortecimento de oscilações de potência, partida autônoma e transição entre operação conectada e isolada da rede no modo gerador síncrono virtual (VSG).
"Acreditamos que o avanço da tecnologia de formação de rede no nível da usina é fundamental", afirma Zheng.
No exemplo de uma usina BESS de 100 MW, haverá milhares de dispositivos eletrônicos de potência que deverão operar no modo GFM.
"Garantir que esses dispositivos atuem em conjunto para estabilizar o sistema elétrico, por meio da integração entre hardware e software, é um desafio técnico", afirma Zheng, referindo-se ao projeto The Red Sea.
A tecnologia da Huawei também foi adotada em projetos de formação de rede de grande escala em outros países, entre eles Alemanha, Bulgária, Filipinas e China.
A estratégia de roteiro de produtos da Huawei concentra-se na otimização em nível de arranjo e de sistema
A empresa desenvolveu a maior solução de armazenamento de energia com GFM do setor, otimizada para o BOP no nível do sistema. A estratégia por trás dessa escolha foi priorizar não apenas a densidade de potência e energia de um único contêiner BESS, mas também a de um arranjo completo ou de uma usina.
"Só quando a solução do arranjo for otimizada é possível otimizar toda a usina. Um único contêiner não constitui um verdadeiro sistema de armazenamento de energia; células isoladas tampouco formam um sistema", afirma Zheng.
"Por isso, consideramos cada arranjo a unidade básica do projeto e do planejamento da solução, em vez de buscar indiscriminadamente maior densidade de potência em um único contêiner."
O projeto da plataforma inteligente de armazenamento de energia com formação de rede adota uma arquitetura de alta tensão de 1.000 V CA em dois estágios. Esse sistema de armazenamento com GFM pode solucionar desafios operacionais críticos em aplicações antes do medidor (FTM) de usinas renováveis e em projetos C&I, mesmo diante de requisitos cada vez mais rígidos de suporte à rede para ativos de armazenamento de energia.
"Em termos de arquitetura, acreditamos que a solução de dois estágios oferece maior segurança à rede do que a solução convencional de estágio único", afirma Steve Zheng.
Primeiro, em condições de suportabilidade a sobretensão (HVRT), a corrente de irrupção circulará nos dois sentidos entre a rede elétrica e o PCS. Sobretudo quando o SOC da bateria está baixo, isso pode causar falhas de isolamento ou até graves problemas de segurança.
Segundo, durante a suportabilidade a subtensão (LVRT), é necessário fornecer potência ativa constante para ajudar a rede elétrica a se recuperar rapidamente. A arquitetura de estágio único não oferece essas vantagens."
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FONTE Huawei
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