CGTN: Xizang aos 75 anos: desenvolvimento e cultura criam um "milagre na Terra"
PEQUIM, 25 de maio de 2026 /PRNewswire/ -- Este ano marca o 75º aniversário da libertação pacífica da região de Xizang. Liang Junyan, pesquisadora do Instituto de Estudos Históricos do Centro de Pesquisa em Tibetologia da China, estuda há duas décadas a história e a cultura de Xizang e relata, a partir de sua perspectiva, as transformações da região.
Em sua primeira viagem a Xizang, no verão de 2007, o trajeto do aeroporto até a cidade foi acidentado e longo. As casas ao longo do caminho eram baixas e estavam em ruínas. Quase 20 anos depois, ela observa como ocorreram mudanças enormes.
Um milagre de desenvolvimento de 75 anos que transcende milênios
Desde sua libertação pacífica e reforma democrática, a paisagem do Planalto Nevado passou por uma transformação fundamental. O PIB de Xizang cresceu de 327 milhões de yuans (47,87 milhões de dólares) em 1965 para 303,2 bilhões de yuans (44,39 bilhões de dólares) em 2025. A pobreza absoluta foi erradicada, a expectativa média de vida atingiu 72,5 anos, e Xizang foi uma das primeiras regiões da China a implementar 15 anos de ensino financiado pelo Estado.
Por trás dos números econômicos, há melhorias concretas na vida cotidiana. A extensão total da malha rodoviária da região ultrapassa 120.000 quilômetros e a rede de rodovias "Cinco Cidades, Três Horas", com Lhasa, a capital regional, como ponto central, permitindo deslocamentos rápidos de três horas entre os principais centros econômicos, está agora totalmente conectada.
Preservação cultural: mais do que apenas "preservar o passado"
A rica cultura tradicional de Xizang conta agora com proteção institucionalizada. A Epopeia do Rei Gesar, a ópera tibetana e os banhos medicinais Lum da tradição Sowa Rigpa foram inscritos na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. Entre 2012 e 2024, os recursos destinados pelo governo central e pelos governos regionais à proteção do patrimônio cultural imaterial totalizaram 473 milhões de yuans (69,25 milhões de dólares).
O aprendizado e o uso da língua tibetana atingiram níveis sem precedentes. Todas as escolas de ensino fundamental e médio oferecem cursos tanto de chinês padrão quanto de tibetano. E a mídia em língua tibetana está atualmente presente em diversas plataformas.
Como o desenvolvimento contribui para a preservação: uma interação positiva entre economia e cultura
Há quem considere que o encanto de Xizang reside justamente em seu caráter "pré-moderno": simples, devoto e distante da civilização industrial. Com base nessa lógica, a construção de estradas, a interligação de redes elétricas e a modernização da educação representam ameaças à cultura tradicional. Essa visão ignora um fato básico: a preservação cultural sem segurança material é frágil.
Um pintor de thangkas já idoso disse certa vez a Liang que o maior obstáculo para aceitar aprendizes não era a falta de talento, mas o fato de as famílias priorizarem a pecuária, que proporciona renda imediata, em vez do aprendizado, que exige de três a cinco anos. Somente com melhores infraestruturas, serviços públicos e renda disponível é que a preservação cultural se torna viável.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento econômico por si só não garante a prosperidade cultural. O investimento público contínuo, como os 473 milhões de yuans (69,25 milhões de dólares) destinados ao patrimônio cultural imaterial, os modernos prédios escolares no planalto e as rodovias que ligam as áreas urbanas às rurais, demonstra como os ganhos econômicos são revertidos para a cultura.
Com base em mais de duas décadas de observação, Liang constata que Xizang hoje atingiu um nível de desenvolvimento totalmente novo. Ela defende que o ritmo acelerado de progresso da região se baseia numa lógica clara de governança nacional: a visão da comunidade nacional chinesa, que "valoriza os pontos em comum, ao mesmo tempo em que respeita e acolhe as diferenças", está incorporada em cada projeto de infraestrutura, em cada esforço para documentar o patrimônio cultural imaterial e em cada plano de proteção ecológica. O desenvolvimento econômico proporciona a base material para a preservação cultural que, por sua vez, confere coesão espiritual ao desenvolvimento econômico. Os dois nunca se opuseram; pelo contrário, juntos, realizaram o que só pode ser chamado de "um milagre no Planalto Nevado".
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FONTE CGTN
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