
14o Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais: Área de RI deve atentar para a comunicação
Especialistas apontam a importância da clareza na comunicação e ressaltam a necessidade de se melhorar o padrão de apresentações
SÃO PAULO, 2 de julho de 2012 /PRNewswire/ -- Silvia Pereira, sócia da R2P2 Comunicação Financeira, apresentou, em 2 de julho, durante ao 14o Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, os resultados de um estudo de casos que visava analisar os processos comunicacionais de uma empresa e sua interação com seus públicos de interesse. Segundo a especialista, o objetivo do estudo foi analisar a maneira como os profissionais da área de RI vêm se comunicando e, a partir daí, promover reflexão, discussão e investigação.
"O ser humano não possui capacidade de se comunicar por meio de telepatia. Para nos comunicar, precisamos nos expressar por meio de códigos, sinais, signos, que devem ser compreendidos pelo interlocutor para que a mensagem adquira um significado e gere comunicação", destacou. "Para que a comunicação faça sentido e gere interação, é fundamental que, além de conhecimento prévio por parte do receptor da mensagem, o emissor seja claro e direto no momento da comunicação".
Silvia afirmou que, no Brasil, pouco se fala sobre Business Communication (comunicação voltada para os negócios) e isso é uma falha, uma vez que o mercado demanda profissionais qualificados para emitir informações para os diversos públicos de relação da empresa. "O profissional de RI deve ter consciência de que nos comunicamos até mesmo sem falar. Expressões faciais, movimentos corporais, pausas durante a fala, embora sejam atos simples, não deixam de ser comunicação", afirmou.
A especialista, que já atuou na área de RI, destacou que a atuação do profissional de Relações com Investidores está diretamente ligada ao conceito de gatekeeping, "Gatekeeping é uma atividade institucional que demanda autoridade para tomar decisões que afetam o outro. Esse conceito está fortemente relacionado à atuação do RI, que detém informações de grande valia a respeito da empresa", explicou. Ela ressaltou, contudo, que essas informações nem sempre podem ser disponibilizadas, uma vez que existem restrições quanto a informações privilegiadas e informações prospectivas. "Um deslize qualquer por parte do RI pode ser altamente prejudicial à companhia", lembrou.
Apresentações também exigem atenção
Para Eduardo Cury Adas, sócio administrador da SOAP, uma das grandes falhas comunicacionais das empresas acontece no momento de se realizar uma apresentação. "Não adianta ter um grande projeto, produto ou empresa. É preciso que seu público perceba isso. A apresentação é um dos fatores de maior importância para se vender um produto ou ideia. Mas, para que ele tenha o efeito desejado, é preciso um roteiro bem elaborado, aliado a um bom apresentador", orientou.
Hoje em dia, segundo o especialista, é comum vermos apresentações com foco inadequado e duração acima do necessário. Desde o advento do Power Point, muitas pessoas perderam a capacidade de "contar histórias" e passaram a ser meros "leitores de slides". "É preciso entender que o Power Point, assim como eram os slides e o retroprojetor, tem a finalidade de auxiliar no andamento de uma apresentação, não servir de muleta. É essencial que o conteúdo, a historinha a ser contada, esteja em mente, não em tela. Do contrário, não haveria necessidade de apresentação. Bastaria enviar a apresentação ao seu cliente e aguardar uma resposta", afirmou Eduardo.
Uma boa apresentação, conforme explicou o especialista, deve conter uma mensagem principal; mensagens adicionais, que tenham força para comprovar a mensagem principal e sustentem sua tese; um slogan ou tema, em seja marcante e embase o que se pretende mostrar; ser estruturado de maneira coerente e concisa; e ser apresentada em uma linguagem adequada ao público a que se destina. "Além disso, essa mensagem deve ser dividida entre razão e emoção. Mais que apresentar o produto ou a empresa, deve-se apresentar o benefícios que estes podem gerar ao cliente. É preciso tocá-lo se quiser convencê-lo", concluiu.
Os presidentes do IBRI e da ABRASCA (Associação Brasileira de Companhias Abertas), promotoras do 14o Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais agradeceram o apoio dos patrocinadores: Apsis, Banco do Brasil, Banco Bradesco, Bloomberg, BM&FBovespa, BNDES, BNY Mellon, Cemig, Cetip, Chorus Call, CMA, CTEEP, Deloitte, Deutsche Bank, Ernst & Young Terco, Fipecafi, Firb; GreenbergTraurig, Itaú Unibanco, J.P. Morgan, NYSE Euronext, Petrobras, Power Financial, PR Newswire, Ricca, RIWeb (Comunique-se), RR Donnelley (Bowne), Sabesp, Santander, SulAmérica, TheMediaGroup, Vale, Valor Econômico e Wittel.
Serviço:
14o Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais
Datas: 02/07/2012, das 8h às 18h30, e 03/07/2012, das 8h às 14h30
Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel
Endereço: Avenida Nações Unidas, 12.551 - Piso C – Brooklin Novo – São Paulo – SP
Informações e programação: http://www.encontroderi.com.br/14/home/index.asp
Inscrições limitadas.
Assessoria de Comunicação do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores)
Digital Assessoria-Comunicação Integrada
Paula Craveiro | Rodney Vergili
(11) 5081-6064 / 5574-1103 / 5904-2681
[email protected]
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FONTE Instituto Brasileiro de Relacoes com Investidores - IBRI
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