
BRUXELAS, 6 de outubro /PRNewswire/ -- Sindicatos em todo o mundo estarão mobilizados no dia 7 de outubro para enfrentarem a crise econômica e trabalhista global e exigirem uma reforma dos fundamentos da economia mundial. Os organizadores de mais de cem atividades já publicaram informações sobre os seus eventos no site especial http://www.wddw.org.
As ações deste ano promoverão três exigências fundamentais para a recuperação econômica:
- Crescimento e empregos decentes (e não austeridade) são essenciais para derrotar a crise e dar fim à pobreza;
- Serviços públicos de qualidade não podem ser eliminados; e
- O setor financeiro deve pagar pelos danos que causou.
Entre os eventos do dia 7 de outubro estarão cerca de 50 atividades no Japão, além de passeatas, congressos e assembléias de jovens em diversos países africanos e reuniões e mobilizações espalhadas pela Rússia e Ucrânia. Entre as diversas atividades na América Latina estarão iniciativas de sindicatos no Peru e Chile para que o governo reconheça oficialmente o Dia Mundial pelo Trabalho Decente. Os eventos se seguem a manifestações gigantescas realizadas na Europa na semana passada, a uma grande passeata nos EUA com sindicatos e grupos da sociedade civil e de direitos humanos no dia 2 de outubro e a atividades de sindicatos do setor de educação em todo o mundo no dia 5 de outubro, Dia Mundial do Professor.
Com os trabalhadores jovens especialmente afetados pelos problemas nos mercados trabalhistas e a ameaça de cortes em educação e capacitação, grupos jovens de organizações sindicais comandarão muitos eventos, inclusive com a realização de "flash mobs" e redes sociais para colocarem a sua própria marca nos planos sindicais para recuperação econômica. De forma semelhante, redes de mulheres sindicalistas chamarão atenção à tendência mundial a empregos precários, informais e de curta duração, que está gravemente prejudicando as condições de vida da mulher no mundo todo.
"Este terceiro Dia Anual pelo Trabalho Decente representa o auge de dez dias de mobilização sindical em todos os continentes. Ele elevará a pressão para que os governos implantem soluções positivas à crise em vez de simplesmente cortarem os gastos governamentais para satisfazerem aos mercados monetários. Bons empregos e proteção social são necessários para levar as pessoas de volta ao trabalho, apoiar as famílias no momento em que mais necessitam e preparar o terreno para que o crescimento sustentável recupere as finanças governamentais", afirmou a secretária-geral da CSI, Sharan Burrow.
A CSI representa 170 milhões de trabalhadores em 157 países e territórios e tem 312 afiliadas nacionais. http://www.ituc-csi.org
FONTE ITUC
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