Dados do Registro GARFIELD-AF proporcionam novos conhecimentos da vida real sobre as opções de tratamento para pacientes com fibrilação atrial (FA) e serão destaque no Congresso ESC 2015

-- Um simpósio satélite e quatro apresentações do GARFIELD-AF demonstrarão como os padrões de tratamento antitrombótico estão evoluindo na vida real e o impacto dos resultados clínicos de pacientes recém-diagnosticados com FA --

Aug 20, 2015, 01:00 ET from Thrombosis Research Institute

LONDRES, 20 de agosto de 2015 /PRNewswire/ -- Novas análises do Global Anticoagulant Registry in the Field - Atrial Fibrillation (GARFIELD-AF – Registro Global de Anticoagulação em Campo – Fibrilação Atrial) serão apresentadas no Congresso ESC 2015, que ocorrerá em Londres, Reino Unido, de 29 de agosto a 2 de setembro de 2015. Conhecimentos da vida real aplicados em opções atuais de tratamento para pacientes recém-diagnosticados com FA proporcionarão aos médicos maior entendimento sobre como a introdução de anticoagulantes orais não antagonistas da vitamina K (NOACs) afeta os cuidados e os resultados clínicos de maneira positiva, em geral, em distintas populações.

Dados da vida real de mais de 40.000 pacientes serão apresentados em um simpósio satélite, em uma plataforma e em três apresentações:

Anticoagulação e fibrilação atrial (FA): dados da vida real do Registro GARFIELD-AF  

  • Simpósio satélite: patrocinado pelo Thrombosis Research Institute (TRI)
  • Sábado, 29 de agosto de 2015, das 15h30 às 17h em Madri – Village 4

Acadêmicos especialistas debaterão o desenvolvimento do GARFIELD-AF no contexto do valor que os registros oferecem para a pesquisa clínica. Eles também apresentarão os dados mais recentes sobre o tratamento e os resultados na população mundial e em subgrupos específicos de pacientes.

Controle do antagonista da vitamina K no Leste e no Sudeste Asiático (3278) 

  • Sessão oral: Trombose e coagulação: os avanços da ciência
  • Segunda-feira, 31 de agosto de 2015, às 11h37, Túnis – Village 7

Uma comparação da distribuição dos valores da razão normalizada internacional (RNI) em pacientes que recebem um antagonista da vitamina K (VKA) para pacientes recém-diagnosticados com FA em países do Leste e do Sudeste Asiático com pacientes de outros países representados no GARFIELD-AF.

Padrões de absorção de anticoagulantes orais não antagonistas da vitamina K na Europa: uma análise do Registro GARFIELD-AF (P1513) 

  • Apresentação 2: variada
  • Domingo, 30 de agosto de 2015, das 8h30 às 12h30, na área de apresentações

Uma comparação das mudanças temporais na absorção de NOACs em pacientes recém-diagnosticados com FA em países europeus.

Evolução dos padrões de tratamento antitrombótico em pacientes recém-diagnosticados com fibrilação atrial no GARFIELD-AF (P4404) 

  • Apresentação 5: Fibrilação atrial e anticoagulação
  • Segunda-feira, 31 de agosto de 2015, das 14h às 18h, na área de apresentações

Evolução dos padrões de tratamento antitrombótico em pacientes recém-diagnosticados com FA, analisados de acordo com as características básicas e as classificações de risco para AVC e hemorragia grave.

AVC, hemorragia grave e mortalidade em fibrilação atrial recém-diagnosticada com doença renal crônica de moderada a grave: resultados do GARFIELD-AF (P5598) 

  • Apresentação 6: AVC
  • Terça-feira, 1o de setembro de 2015, das 8h30 às 12h, na área de apresentações

Uma comparação dos resultados do tratamento com anticoagulantes na vida real em pacientes com FA e doença renal crônica (DRC) de moderada a grave versus pacientes com FA sem DRC ou com DRC moderada.

Essas apresentações aumentarão e aprofundarão o entendimento da importância de prevenir o AVC na FA e ajudarão a desenvolver estratégias para melhorar os resultados dos pacientes no mundo todo. Os dados sobre mais de 40.000 pacientes indicam que, atualmente, o tratamento de vários pacientes recém-diagnosticados não é consistente com as diretrizes baseadas em evidências. Os pacientes recebem anticoagulantes de maneira inadequada ou recebem poucos anticoagulantes, apesar da crescente disponibilidade de NOACs. O impacto das estratégias de controle abaixo do ideal nos resultados dos pacientes indica uma causa de preocupação constante.

Sobre o Registro GARFIELD-AF  

O GARFIELD-AF é uma iniciativa independente de pesquisa acadêmica liderada por um comitê diretor internacional, sob a égide do Thrombosis Research Institute (TRI) de Londres, Reino Unido.

É um estudo internacional observacional multicêntrico com pacientes recém-diagnosticados com FA. O estudo acompanhará 57.000 pacientes de pelo menos 1.000 centros de 35 países das Américas, Europa Oriental e Ocidental, Ásia, África e Austrália. Quase 45.000 pacientes foram recrutados em quatro estudos de grupo consecutivos entre dezembro de 2009 e julho de 2015. O quinto e último estudo de grupo começou o recrutamento no início de agosto de 2015.

O entendimento contemporâneo da FA baseia-se em dados coletados em ensaios clínicos controlados. Embora sejam essenciais para analisar a eficácia e a segurança de novos tratamentos, esses ensaios não representam a prática clínica diária e, portanto, ainda há incertezas sobre o fardo e o controle dessa doença na vida real. O GARFIELD-AF busca proporcionar conhecimentos sobre o impacto da terapia anticoagulante em complicações hemorrágicas e tromboembólicas observadas nesse grupo de pacientes. Isso proporcionará maior conhecimento sobre as potenciais oportunidades de melhoria nos cuidados e resultados clínicos em um grupo representativo e diversificado de pacientes em populações específicas. Isso deve ajudar os médicos e os sistemas de saúde a adotarem de maneira adequada a inovação, para garantir os melhores resultados a pacientes e populações.

O registro começou em dezembro de 2009. Quatro características de concepção importantes do protocolo GARFIELD-AF garantem uma descrição abrangente e representativa da FA. São elas:

  • Cinco estudos de grupo consecutivos com potenciais pacientes recém-diagnosticados, facilitando a comparação de períodos separados e descrevendo a evolução dos tratamentos e resultados.
  • Locais de investigação selecionados de maneira aleatória entre instalações nacionais para o tratamento da FA cuidadosamente designadas, para garantir que o grupo de pacientes inscrito seja representativo.
  • Inscrição de pacientes qualificados consecutivos, independente do tratamento para eliminar o potencial viés de seleção.
  • Dados de acompanhamento coletados entre 2 e 8 anos após o diagnóstico, para criar um banco de dados abrangente de decisões de tratamento e resultados na prática clínica diária.

Os pacientes incluídos devem ter sido diagnosticados com FA não valvular nas últimas seis semanas e devem ter pelo menos um fator de risco adicional para acidente vascular cerebral. Assim, são candidatos potenciais para a terapia anticoagulante para prevenir coágulos sanguíneos que levam ao AVC. O pesquisador deve identificar o(s) fator(es) de risco de AVC do paciente, que não deve(m) se restringir àqueles estabelecidos nas classificações de risco. Os pacientes são incluídos independente de receberem ou não terapia anticoagulante; assim, as estratégias de tratamento atuais e futuras e as falhas podem ser entendidas de maneira adequada em relação ao perfil de risco individual dos pacientes.

O Registro GARFIELD-AF é financiado por uma bolsa de pesquisa irrestrita da Bayer Pharma AG (Berlim, Alemanha).

O fardo da FA  

Até 2% da população mundial tem FA.[1] Cerca de 6 milhões de pessoas na Europa[2], de 3 a 5 milhões de pessoas nos EUA[3],[4] e até 8 milhões de pessoas na China têm FA.[5],[6] Estima-se que a prevalência da doença duplicará até 2050, conforme a população mundial envelhece. Os portadores de FA têm um risco cinco vezes maior de acidente vascular cerebral, e um em cada cinco AVCs é causado por essa arritmia. Geralmente, os acidentes vasculares cerebrais isquêmicos associados à FA são fatais, e os pacientes que sobrevivem apresentam maior frequência de deficiência grave e maior probabilidade de sofrerem outro AVC do que os pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral por outras causas. Como consequência, o risco de morte com acidentes vasculares cerebrais associados à FA é duas vezes maior, e o custo do tratamento é 50% maior.[7]

A FA ocorre quando partes dos átrios emitem sinais elétricos descoordenados. Isso faz com que as câmaras bombeiem sangue de maneira muito rápida e irregular, sem permitir que o sangue seja completamente bombeado para fora dos átrios.[8] Como resultado, o sangue pode se acumular, formar um coágulo e provocar uma trombose, que é a principal causa cardiovascular de morte no mundo.[9] Caso um coágulo sanguíneo saia do átrio esquerdo, pode se alojar em uma artéria em outras partes do corpo, inclusive no cérebro. Um coágulo sanguíneo em uma artéria no cérebro causa um AVC. 92% dos AVCs fatais são causados por trombose.[9] As pessoas com FA também correm alto risco de parada cardíaca, fadiga crônica e outros problemas de ritmo cardíaco.[10] O AVC é a principal causa de morte e de invalidez de longo prazo no mundo todo. A cada ano, 6,7 milhões de pessoas morrem[11] e 5 milhões ficam permanentemente inválidas.[12]

Sobre o TRI  

O TRI é uma fundação beneficente e um instituto de pesquisa multidisciplinar dedicado ao estudo da trombose e doenças relacionadas. A missão do TRI é proporcionar excelência na pesquisa e no ensino da trombose, desenvolver novas estratégias para prevenir e tratar a trombose e, assim, melhorar a qualidade dos cuidados, promover os resultados clínicos e reduzir os custos dos cuidados com a saúde. O TRI é membro do University College London Partners' Academic Health Science Network (Sistema Acadêmico de Ciências da Saúde dos Parceiros da University College London).

Para mais informações, acesse http://www.tri-london.ac.uk/garfield.

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1.  Davis RC, Hobbs FD, Kenkre JE, et al. Prevalence of atrial fibrillation in the general population and in high-risk groups: the ECHOES study. Europace 2012; 14(11):1553-9. 16/06/15. Disponível em: http://europace.oxfordjournals.org/content/14/11/1553.long
2.  The Lancet Neurology. Stroke prevention: getting to the heart of the matter. Lancet Neurol 2010; 9(2):129. 16/06/15. Disponível em: http://www.atrialfibrillation.org.uk/files/file/Articles_Medical/Lancet%20Neurology-%20getting%20to%20the%20heart%20of%20the%20matter.pdf
3.  Naccarelli GV, Varker H, Lin J, et al. Increasing prevalence of atrial fibrillation and flutter in the United States. Am J Cardiol 2009; 104(11):1534-9.
4.  Colilla S, Crow A, Petkun W, et al. Estimates of current and future incidence and prevalence of atrial fibrillation in the U.S. adult population. Am J Cardiol 2013; 112(8):1142-7. 16/06/15. Disponível em: http://www.ajconline.org/article/S0002-9149(13)01288-5/fulltext
5.  Zhou Z, Hu D. An epidemiological study on the prevalence of atrial fibrillation in the Chinese population of mainland China. J Epidermiol 2008; 18(5):209-16. 16/06/15. Disponível em: https://www.jstage.jst.go.jp/article/jea/18/5/18_JE2008021/_pdf
6.  Hu D, Sun Y. Epidemiology, risk factors for stroke, and management of atrial fibrillation in China. JACC 2008; 52(10):865-8. 16/06/15. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0735109708021141
7.  European Heart Rhythm Association; European Association for Cardio-Thoracic Surgery, Camm AJ, Kirchhof P, Lip GY, et al. Guidelines for the management of atrial fibrillation: the Task Force for the Management of Atrial Fibrillation of the European Society of Cardiology (ESC). 22/8/14. Eur Heart J 2010; 31(19):2369-429. 16/06/15. Disponível em: http://eurheartj.oxfordjournals.org/content/early/2010/09/25/eurheartj.ehq278.full
8.  National Heart, Lung, and Blood Institute. What is Atrial Fibrillation? 16/06/15. Disponível em: http://www.nhlbi.nih.gov/health/dci/Diseases/af/af_what.html
9.  International Society on Thrombosis and Haemostasis. About World Thrombosis Day. Disponível em: http://www.worldthrombosisday.org/about/
10. American Heart Association. Why Atrial Fibrillation (AF or AFib) Matters. 22/08/14. Disponível em: http://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/Arrhythmia/AboutArrhythmia/Why-Atrial-Fibrillation-AF-or-AFib-Matters_UCM_423776_Article.jsp
11.  World Health Organization. The top 10 causes of death. Fact sheet N°310. Atualizada em maio de 2014. 16/06/15. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs310/en/
12.  World Heart Federation. The global burden of stroke. 16/06/15. Disponível em: http://www.world-heart-federation.org/cardiovascular-health/stroke/

FONTE Thrombosis Research Institute

SOURCE Thrombosis Research Institute



RELATED LINKS

http://www.tri-london.ac.uk