Em Almoço-Debate LIDE, Manoel Dias diz que é preciso aprofundar a discussão sobre a terceirização

May 18, 2015, 17:37 ET from ALMOÇO-DEBATE LIDE

SÃO PAULO, 18 de maio de 2015 /PRNewswire/ -- "A terceirização não regulamentada causa prejuízos aos trabalhadores", declarou o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, durante Almoço-Debate promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais. Liderado pelo empresário João Doria, o evento aconteceu no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo, com a presença de 326 pessoas.

Segundo João Doria, presidente do LIDE, o debate sobre a terceirização e caminhos para melhorar a oferta de vagas de emprego para a população reforça a relevância dos encontros. "A terceirização já é praticada em vários países desenvolvidos e ela não prejudica o trabalhador, ao contrário, gera mais empregos", comentou Doria.

Dias salientou a importância da readequação, da tentativa de recuperação da atividade econômica. "Precisamos criar condições para atrair mais investimentos, especialmente no conhecimento e na educação e, assim, gerar mais e melhores empregos. Estamos modernizando, agilizando processos no ministério para atender as demandas do nosso País", afirmou o ministro.

Segundo o ministro, a preocupação do governo é melhorar o Projeto de Lei nº 4.330 que propõe regulamentar a terceirização a fim de não permitir a precarização das relações de trabalho. "Avançamos muito na questão. Restaram três pontos que não foram possíveis de negociação, que são a corresponsabilidade, a representação sindical e a atividade meio e fim. Temos que aprofundar o debate e ouvir todos os setores. Se não for bem feita, vamos ver a judicialização da terceirização", afirmou.

Os empresários presentes também questionaram porque empregar haitianos com tanto desemprego no Brasil. "O Brasil decidiu praticar uma política humanitária e conceder dois mil vistos por dia. Vale lembrar também que alguns empresários vão buscar mão-de-obra em países vizinhos", esclareceu Dias.

Sobre a legislação brasileira, que em muitos casos é perversa também para o empresário, o ministro disse que apoia aquele que apresentar uma proposta melhor do que a CLT. "Ela tem que ser atualizada e discutida permanentemente. Não é o ministério que faz as leis. É o Congresso Nacional o responsável pelas mudanças. Porém, o congresso é extremamente conservador. Não há nada mais parecido com o Brasil do que o Congresso Nacional", finalizou o ministro.

Este Almoço-Debate foi realizado com o copatrocínio de AMIL, EMS, GOCIL, NELSON WILLIANS ADV., e MAPFRE. São fornecedores oficiais a CDN, DE LONGHI, ECCAPLAN e MISTRAL E VINCI. A rádio JOVEM PAN e PR NEWSWIRE são mídia partners.

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FONTE ALMOÇO-DEBATE LIDE

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