'Gene autolimitante' da Oxitec oferece esperança para o controle de traças-das-crucíferas sem uso de pesticidas

Jul 16, 2015, 08:30 ET from Oxitec

OXFORD, Inglaterra, 16 de julho de 2015 /PRNewswire/ -- Uma nova forma para controlar insetos-praga livre de pesticidas e amiga do ambiente, foi apresentada hoje pela Oxitec. A publicação de resultados científicos mostrou que a traça-das-crucíferas (diamondback moth em inglês) da Oxitecque possui um gene autolimitante pode reduzir a população de traças-das-crucíferas selvagem, uma espécie invasora e uma praga que ataca plantações de repolho, couve e canola entre outras ao redor do mundo.

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Os resultados publicados hoje na revista BMC Biology fornecem mais uma prova de conceito do sucesso da abordagem desenvolvida pela Oxitec, uma empresa nascida na Universidade de Oxford e pioneira em métodos para o controle das populações de insetos-praga utilizando gene auto-limitante. Essa tecnologia já foi usada com sucesso contra o mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, reduzindo a população deles em mais de 90% no Brasil, no Panamá e nas Ilhas Cayman – um nível de controle sem precedentes, e que está sendo utilizado atualmente na cidade de Piracicaba depois da liberação comercial pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável pela regulação e aprovação de organismos geneticamente modificados no Brasil.

A abordagem desenvolvida pela Oxitec é inspirada na Técnica do Inseto Estéril, que é utilizada no mundo inteiro há mais de 50 anos. Nela insetos machos são esterilizados por radiação e liberados para acasalar com as fêmeas. Sem crias, a população diminui. A abordagem da Oxitec aproveita os instintos reprodutivos naturais dos insetos machos, mas não usa a radiação para esterilizá-los pois o uso dela pode afetar muitos genes e a capacidade de acasalar do inseto. Em vez disso, um gene autolimitante é carregado pelos insetos, nesse caso os machos das traças-das-crucíferas. Eles são liberados no ambiente para acasalar com as fêmeas, e transmitem o gene autolimitante para seus descendentes, que não sobrevivem para se reproduzir, diminuindo a população de traças. As traças da Oxitec recebem ainda um marcador fluorescente para monitoramento.

Nos resultados publicados hoje, cientistas dos EUA, Reino Unido e China mostram que a população de traças-das-crucíferas em estufas foi controlada em 8 semanas com o uso da traça da Oxitec.

Ao contrário dos inseticidas, que podem afetar uma ampla variedade de insetos, incluindo abelhas e outros insetos benéficos aos ecossistemas, a abordagem da Oxitec é espécie-específica, afetando somente a população-alvo. O gene autolimitante não é tóxico, fazendo com que as traças-das-crucíferas possam ser comidas por pássaros ou quaisquer outros animais da mesma forma que as traças-das-crucíferas selvagens.

"Essa pesquisa abre novas portas para o futuro da agricultura com métodos de controle de pragas não tóxicos e livres de pesticidas", afirmou o Dr. Neil Morrison, cientista-chefe de pesquisa de traça-das-crucíferas na Oxitec e coautor da pesquisa. "Todos queremos que o controle de pragas seja feito com segurança e de forma amiga do ambiente, portanto esta é uma ferramenta muito promissora que poderia ser usada pelos fazendeiros como parte de uma Programa Integrado de Controle de Pragas para uma agricultura saudável e sustentável."

O coautor do artigo Tony Shelton, professor de Entomologia da Universidade Cornell, especialista em Controle Integrado de Pragas, espera que essa nova tecnologia possa ser usada como parte de sistemas de plantio mais agroecológicos, incluindo a produção orgânica. "Tanto os pesticidas convencionais quanto os orgânicos fracassaram no controle da traças-das-crucíferas então está na hora de cientistas e fazendeiros trabalharem juntos para encontrar novas ferramentas", disse ele.

A luta contra as traças-das-crucíferas na produção de vegetais chega a custar US$ 5 bilhões por ano aos fazendeiros do mundo todo. O controle das traças-das-crucíferas pelos métodos atuais é muito pouco eficaz, especialmente porque essas traças estão ficando cada vez mais resistentes a inseticidas.

"As traças-das-crucíferas são um problema sério para fazendeiros no estado de Nova York e em qualquer lugar onde exista plantação de vegetais crucíferos. Elas invadem e atacam as plantações e estão desenvolvendo resistência a inseticidas, então precisamos urgentemente de novas ferramentas para controlá-las melhor", acrescentou o professor Shelton, que está planejando novos estudos para testar as traças da Oxitec sob condições mais adversas no estado de Nova York.

Esses estudos incluem testes em gaiolas neste verão, com planos de fazer no futuro pequenas liberações no campo. Esses novos estudos já foram aprovados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) após extensiva análise por especialistas independentes e uma consulta pública no ano passado.

O Dr. Morrison da Oxitec concluiu: "Os desafios agrícolas fazem com que a coexistência de diversos métodos de controle de pragas seja cada vez mais importante e os fazendeiros vão – mais do que nunca – precisar do apoio de seus governos, do público e da comunidade científica para ajudar a fornecer as ferramentas de que precisam para colocar comida na mesa de todos nós."

Para acessar o artigo 'Pest control and resistance management through release of insects carrying a male-selecting transgene', publicado pela BMC Biology, cliquei no link abaixo:

http://dx.doi.org/10.1186/s12915-015-0161-1

Sobre a Oxitec

A Oxitec é pioneira no uso de engenharia genética para o controle de vetores que espalham doenças e pragas que atacam plantações. Foi fundada em 2002 como uma "spin out" da Universidade de Oxford (Reino Unido).

Sobre as traças-das-crucíferas 

A traça-das-crucíferas é a pior praga de insetos do mundo para plantações crucíferas como repolho, brócolis, couve-flor e couve-de-folhas. Elas não são suficientemente controladas por inimigos naturais ou outras práticas de gerenciamento integrado de pragas, por isso os fazendeiros de todo o mundo normalmente jogam inseticidas muitas vezes em suas plantações. Isso levou a traça-das-crucífera a desenvolver resistência a maioria dos inseticidas disponíveis no mercado. Além disso, é cada vez maior a preocupação com os resíduos dos pesticidas nas plantações, a segurança dos trabalhadores e os potenciais riscos ao ambiente causados pelo seu uso, tornando cada vez mais necessárias novas abordagens para combatê-la.

FAQ e vídeo sobre traças via Oxitec: http://www.oxitec.com/dbm
Página sobre DBM do professor Shelton na Universidade Cornell: http://bit.ly/1Cd9CYZ

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FONTE Oxitec

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