4ª RCE G100 Reunião de Consenso Econômico

Revisão do Quadro Econômico e Político frente às últimas decisões do Banco Central do Brasil (COPOM)

Jul 06, 2015, 19:59 ET from G100 Brasil

SÃO PAULO, 6 de julho de 2015 /PRNewswire/ -- ANÁLISE - A taxa de juros deve manter-se em patamar elevado, podendo sofrer reduções a partir de 2016. A debilidade da atividade econômica permitirá ao Banco Central iniciar um ciclo de corte de juros no primeiro trimestre do próximo ano. O efeito positivo da desvalorização sobre os setores exportadores apenas se manifestará no médio prazo. No curto prazo, penalizará as importações e produzirá o efeito negativo do aumento de juros sobre crédito, investimento e consumo, agravando a retração nos dois próximos trimestres. O mercado de trabalho se apresenta em deterioração, com elevação da taxa de desemprego e com menor expansão dos salários. A inflação desafia as altas de juros e continuará pressionada em 2015, acima do teto da meta. Refletem os efeitos dos reajustes dos preços administrados, a alta dos impostos e a pressão do câmbio sobre os preços dos produtos importados.

Sob o ponto de vista fiscal, o resultado primário ainda é muito baixo e deverá permanecer assim durante todo ano de 2015, em decorrência da queda na arrecadação produzida pelo fraco crescimento de produto. A dívida interna não deve agravar-se de forma aguda. O endividamento público ainda é baixo e a desvalorização da moeda nacional tem efeito positivo sobre a dívida pública, uma vez que o setor público é credor líquido em moeda estrangeira.

O sistema econômico recuperará parte de sua produtividade em decorrência do ajuste dos salários. As hipóteses de maior ritmo da atividade econômica estão descartadas. Há que se considerar que o investidor externo ainda está receoso, embora mantenha certo entusiasmo pelo Brasil. As medidas não se mostraram capazes de promover o convencimento necessário. Portanto, a depender disso a retomada deve ser lenta.

A grande dificuldade nesse momento é definir uma estratégia que possa quebrar o ciclo de alta de preços tão resistente.

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