Cazaquistão Diz Não à Energia Verde

ASTANA, Cazaquistão, 9 de Outubro de 2012 /PRNewswire/ -- O Cazaquistão, país rico em petróleo, descartou a adoção de métodos alternativos de energia por enquanto, dizendo que continuará a explorar seus vastos recursos naturais por razões econômicas.

Falando com repórteres depois do VII KazEnergy Eurasian Forum, o chefe da Associação KAZENERGY, Timur Kulibayev, disse que o país estava interessado em satisfazer 10% de sua demanda de energia por meio de métodos alternativos.

"Está muito em moda hoje em dia falar sobre energia alternativa", comentou Kulibayev e acrescentou: "Nós buscaríamos por fontes alternativas de energia quando seu custo de produção se tornar mais baixo e viável."

Um comunicado noticioso divulgado pela KAZENERGY informa que 80% da energia elétrica do Cazaquistão é gerada através do uso do carvão, já que o país tem uma das maiores reservas desse mineral. Como segundo maior produtor de petróleo da região CIS, depois da Rússia, o país está interessado em atingir metas financeiras imediatas, ao invés de metas ambientais de longo prazo.

A topografia e o terreno desta nação sem saída para o mar é perfeito para que o país se torne um produtor de peso de energia eólica e solar, mas Kulibayev comentou que o país esperaria até que esse setor se tornasse mais financeiramente econômico. Não só o país tem gargantas que atuam como túneis de vento, mas a parte sudeste do país também conta com mais de 300 dias de sol por ano.

Kulibayev está na vanguarda do desenvolvimento do setor de petróleo e energia dessa nação centro-asiática há mais de 15 anos.

Sua declaração foi muito bem recebida pelos investidores estrangeiros que fazem fila para injetar dinheiro no setor de petróleo, gás e carvão.

O evento anual de dois dias atraiu mais de 900 delegados, inclusive líderes políticos, diplomatas, líderes do setor de petróleo e gás e diretores executivos de companhias líderes de petróleo do mundo inteiro. O Conselho Mundial de Petróleo também realizou sua convenção de três dias de forma paralela ao fórum.

As autoridades do governo cazaquistão também declararam que não poderão abastecer quantidades adicionais de petróleo ao seu vizinho gigante, a China, caso haja um conflito no Golfo Pérsico que possa provocar uma queda no suprimento global de petróleo. A Índia e a China serão afetadas seriamente no suprimento de petróleo se houver qualquer conflito no Golfo Pérsico.

O Vice-Ministro de petróleo e gás, Berik Tolumbayev, disse que o Cazaquistão não pode ser o principal e muito menos o único fornecedor de petróleo à China. Ele também disse que um grande número de companhias chinesas estabeleceram recentemente seus escritórios no país e que o investimento chinês é muito importante para o Cazaquistão; no entanto, as linhas de fornecimento à China já estavam funcionando à sua máxima capacidade.

Kulibayev acrescentou que o fornecimento à China somente pode ser aumentado de 10 a 20 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, desde que sejam introduzidas melhorias nos oleodutos que abastecem a China. Ele disse que o governo está focalizado atualmente na gasificação de todas as cidades grandes e médias.

A produção atual do Cazaquistão está dominada por dois campos gigantes: Tengiz e Karachaganak, que produzem metade do volume total produzido pelo Cazaquistão, que é de mais de 1,6 milhões de barris por dia.

Kulibayev atribuiu o sucesso da produção de petróleo ao clima propício ao investimento estrangeiro no setor de petróleo e gás. "Os investidores estrangeiros vêem que é mais seguro investir em nosso país porque podem remeter de volta seus lucros em qualquer moeda, a qualquer momento em que a moeda nacional, o Tenge, seja plenamente conversível."

Kulibayev apresentou-se muito positivo quanto à próxima inauguração da produção no campo de petróleo Kashagan, o qual foi descoberto em 2000 e vem sendo descrito como a maior descoberta já feita mundialmente de um campo nos últimos 30 anos.

O campo está sendo desenvolvido atualmente por um grupo de sócios, inclusive a Shell, Exxon Mobil, Total, ConocoPhillips, a companhia estatal do Cazaquistão, KazMunaiGas, além da INPEX e Eni. A Eni é responsável pela Fase I do desenvolvimento de campo, enquanto que a Shell é responsável pelas operações de produção. O custo total do projeto não está ainda totalmente claro devido à incerteza quanto aos requisitos financeiros da segunda fase, enquanto que a fase I custará $46 bilhões.

Enquanto isto, o próprio Conselho Mundial do Petróleo realizou seu encontro de três dias, aproveitando a realização do fórum.

O presidente do Conselho Mundial do Petróleo, Roberto Bartini, disse que mais de 20 trilhões de dólares seriam investidos no setor de petróleo e gás nas próximas duas décadas.

De acordo com a  Associação Internacional de Energia, outros $38 trilhões seriam necessários para o desenvolvimento da infraestrutura de modo a atender às necessidades futuras de energia até 2035. O representante da IEA, Ulrich Benterbusch, declarou que a dependência do petróleo para atender às necessidades de energia se reduziriam a 27%, a partir dos atuais 35%, nos próximos anos.

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