Dor provocada pelo câncer sem tratamento é "um escândalo de proporções mundiais", mostra levantamento liderado pela ESMO Novo estudo global revela uma pandemia de dor intolerável que afeta bilhões, decorrente de regulamentação excessiva de medicamentos para dor

LUGANO, Suíça, 28 de novembro de 2013 /PRNewswire/ -- Um levantamento internacional pioneiro, publicado hoje, mostra que mais da metade da população do mundo vive em países onde as regulamentações destinadas a deter o mau uso de medicamentos deixam os pacientes sem acesso a analgésicos opiáceos para controlar a dor provocada pelo câncer.

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Os resultados do projeto Global Opioid Policy Initiative (GOPI – Iniciativa Global da Política para Opioides) mostra que mais de 4 bilhões de pessoas vivem em países onde as regulamentações deixam os pacientes de câncer sofrerem dores excruciantes. Os governos desses países precisam tomar medidas urgentes para melhorar o acesso a esses medicamentos, diz a ESMO, com 22 parceiras que lançaram o primeiro levantamento mundial para avaliar a disponibilidade de opiáceos e o acesso a eles, para o controle da dor causada pelo câncer.

Foto com mapa sumário do número de tipos de barreira regulamentares em [http://www.esmo.org/Press-Office/Press-Releases/Untreated-Cancer-Pain].

"O projeto GOPI revelou uma pandemia de regulamentações excessivas em grande parte do mundo em desenvolvimento, que está tornando catastroficamente difícil fornecer medicação básica para aliviar as fortes dores do câncer", diz o presidente do Grupo de Trabalho de Tratamentos Paliativos da ESMO, Nathan Cherny, principal autor do relatório, do Centro Médico Shaare Zedek, de Israel. "A maioria da população do mundo não tem o acesso necessário a opiáceos para o controle da dor do câncer e para tratamentos paliativos", declara.

"Quando se considera que tratamentos eficazes são baratos e disponíveis, a dor não tratada do câncer e suas terríveis consequências para os pacientes e suas famílias é um escândalo de proporções mundiais", diz Cherny.

O estudo, conduzido na África, Ásia, América Latina e Oriente Médio, avaliou a disponibilidade de sete medicamentos opiáceos, considerados essenciais para o alívio da dor do câncer pela Lista Modelo da OMS de Medicamentos Essenciais (WHO Model List of Essential Medicines) e pela Associação Internacional para Assistência a Doentes Terminais e Tratamentos Paliativos (International Association for Hospice and Palliative Care): codeína, oxicodona oral, fentanil transdérmico, morfina oral de alívio imediato ou alívio lento, morfina injetável e metadona oral.

Embora haja problemas com o suprimento em muitos países, o principal problema é a regulamentação excessiva, que torna difícil para os profissionais de saúde prescrever e administrar esses remédios para uso médico legítimo.

"Isso é uma tragédia resultante de boas intenções", diz Cherny. "Quando os opiáceos são excessivamente regulados, as medidas de precaução para impedir o abuso e os desvios são excessivos e inibem a capacidade dos sistemas de saúde de aliviar sofrimentos reais", afirma.

"O próximo passo é um trabalho das organizações nacionais e internacionais com os governos e órgãos reguladores para resolver completamente esses problemas", acrescenta o coautor do estudo James Cleary, diretor do Grupo de Estudos da Dor e Política e diretor do Fundo de Medicina Paliativa do Centro de Câncer UW Carbone, de Wisconsin, EUA.

"A reforma regulamentadora precisa ser acompanhada da educação das instituições de saúde sobre o uso seguro e responsável dos medicamentos opiáceos, da educação do público para desestigmatizar os analgésicos opiáceos e de uma melhora na infraestrutura de suprimento e distribuição", ele afirma.

Leia o artigo completo aqui: http://www.esmo.org/Press-Office/Press-Releases/Untreated-Cancer-Pain

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FONTE   European Society for Medical Oncology

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