Novo estudo sugere mudança potencial na carga da doença pneumocócica Uma alta carga econômica também pode estar associada com a doença na América Latina

SÃO PAULO, 5 de março de 2013 /PRNewswire/ -- Novos estudos revelados hoje por pesquisadores latino-americanos e líderes globais do setor de saúde sugerem que a mais alta carga da mortal doença pneumocócica na América Latina pode estar mudando para os adultos, na medida em que os países imunizam com sucesso mais crianças com novas vacinas. Os especialistas apelam para um aumento no monitoramento da doença e mais vigilância para entenderem toda a extensão da doença pneumocócica nas Américas, incluindo seu impacto econômico e para elaborar estratégias efetivas de prevenção.

Esta pesquisa foi coordenada pelo Instituto Sabin de Vacinas (Sabin Vaccine Institute) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO - Pan American Health Organization, o Centro Internacional de Acesso a Vacinas da Universidade Johns Hopkins (JHU's IVAC-International Vaccine Access Center at Johns Hopkins University) e com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC - Centers for Disease Control and Prevention). Estes resultados estão sendo apresentados como parte de um simpósio de dois dias que reuniu cientistas e líderes do setor de saúde para revisarem a situação pneumocócica na região e discutirem os desafios e oportunidades de vacinação de populações de crianças mais velhas e adultos.

"Os estudos recentes que estão disponíveis no contexto da América Latina e do Caribe indicam que o custo da doença é uma carga econômica importante e significativa, sugerindo que o aumento no uso das vacinas pneumocócicas em adultos poderia ser efetivo em relação aos custos", disse o Dr. Fernando de la Hoz, membro da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional da Colômbia e autor principal do estudo. "É necessário pesquisa adicional para que os responsáveis pela saúde entendam completamente o impacto potencial da imunização de populações mais velhas na América Latina e no Caribe. Agora sabemos que a vacina está salvando as vidas de milhares dos cidadãos mais novos da nossa região. A questão é se deveríamos também estar protegendo seus pais e avós".

O estudo descobriu que os custos médicos diretos para tratar a pneumonia bacterêmica variavam de US$ 993 a US$ 3.535 por pessoa e o custo do tratamento da meningite bacterêmica chegava a US$ 4.490 para pessoas mais velhas. A análise de custos concluiu que estas doenças representam cargas consideráveis em cinco países estudados: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai.

A doença pneumocócica, que causa pneumonia, infecção no sangue, inflamação cerebral e infecções no ouvido mata meio milhão de crianças a cada ano em todo o mundo – ou uma criança a cada minuto. Graças a vacinas novas e melhoradas, a doença pneumocócica entre crianças jovens está caindo drasticamente. Desde que as vacinas pneumocócicas conjugadas para a infância foram introduzidas na América Latina em 2003, a doença está declinando entre as crianças que são vacinadas e a carga da doença pode agora estar na população mais velha. Os adultos e os idosos por toda a América Latina que também são vítimas desta doença de ação rápida, não estão recebendo vacinas, e relativamente pouco é conhecido sobre o número de óbitos relacionados com a doença pneumocócica nestes grupos etários.

Reconhecendo o perigo intrínseco de alguns tipos da doença pneumocócica, os pesquisadores descobriram que as taxas de mortalidade podem ser tão altas quanto 35 por cento nos estudos feitos na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Para a meningite pneumocócica, os estudos em sete países revelaram que o percentual de pessoas que faleceram após a infecção variou entre 9 e 58 por cento.

"Na medida em que as pessoas vivem mais, um número maior delas correrão o risco de contrair esta doença altamente contagiosa e dispendiosa", disse Carla Domingues do Ministério da Saúde do Brasil. "Os dados analisados durante este estudo sugerem que a doença pneumocócica é um problema importante entre os adultos, causando doença e mortes por pneumonia, sepse e meningite".

Uma das principais descobertas do estudo é a insuficiência de monitoramento e vigilância. "A quantificação da carga da doença para pessoas de 5 anos de idade e mais velhas, na região da América Latina e Caribe, é importante porque as vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC) estão cada vez mais sendo introduzidas nos programas de rotina de imunização infantil e é esperado que elas reduzam bastante a carga da doença pneumocócica entre as crianças mais novas. Desta forma, a prevenção da doença pneumocócica entre outros grupos de alto risco, tais como os idosos e os imunocomprometidos, se tornará cada vez mais importante", disse Lucia Helena de Oliveira, Consultora Regional do Projeto Global de Imunização Familiar da Organização Pan-Americana de Saúde.

Os especialistas examinaram o custo da doença pneumocócica em pessoas mais velhas em cinco países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai. Eles descobriram que nestes países, a doença pneumocócica invasiva (DPI) incorre custos consideráveis nos sistemas de saúde – gerando até US$ 4.490 por caso. Os pesquisadores também descobriram que o total dos custos de cuidados com a saúde, nos países estudados variaram de US$ 0,94 milhão a US$ 14,1 milhões, com os custos mais altos incorridos pelos idosos, devido ao maior nível de recursos usados no seu tratamento. No total, o gasto com os cuidados com a saúde, como PIB per capita para a DPI, entre as pessoas com mais de 5 anos de idade na região foi estimado em 0,1 por cento comparado com 8 a 10 por cento do PIB gasto no total dos cuidados com a saúde.

Os autores do estudo estão fazendo um apelo para os elaboradores de políticas para priorizarem a doença pneumocócica em adultos em suas agendas sobre a saúde pública, desta forma os profissionais dos serviços de saúde irão dedicar mais recursos para detectar e reportar as ocorrências da doença e para encontrar maneiras de combatê-la.

"A grande determinação e colaboração entre as comunidades internacionais de saúde ajudaram a tornar possível as reduções globais da doença pneumocócica infantil. Chegou a hora de fazer a transição deste sucesso para encontrar soluções para a prevenção das infecções pneumocócicas em crianças mais velhas e adultos, especialmente aqueles com mais de 65 anos", disse o Dr. Ciro de Quadros, Vice-Presidente Executivo do Instituto Sabin de Vacinas.

Sobre o Instituto Sabin de Vacinas

O Instituto Sabin de Vacinas (Sabin Vaccine Institute) é uma organização sem fins lucrativos, do tipo 501(c)(3), de cientistas, pesquisadores e defensores dedicados à redução do sofrimento humano desnecessário, causado por doenças que podem ser evitadas através de vacina e doenças tropicais negligenciadas. O Instituto Sabin trabalha com governos, organizações públicas e privadas líderes e instituições acadêmicas para fornecer soluções para alguns dos mais difundidos desafios de saúde de todo o mundo. Desde sua fundação em 1993, em homenagem ao desenvolvedor da vacina oral contra a pólio, o Dr. Albert B. Sabin, o Instituto está na vanguarda dos esforços para controlar, tratar e eliminar estas doenças, através do desenvolvimento de novas vacinas, da recomendação do uso das vacinas existentes e da promoção do aumento do acesso aos tratamentos médicos com preços razoáveis. Para mais informações, visite o endereço www.sabin.org

Sobre a Organização Pan-Americana de Saúde

A Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO - Pan American Health Organization) é uma agência internacional de saúde pública com mais de 100 anos de experiência dedicados a melhorar a saúde e os padrões de vida nos países das Américas. Funciona como uma organização especializada de saúde do sistema da Organização dos Estados Americanos. Serve também como Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde e desfruta de reconhecimento internacional como parte do sistema da Organização das Nações Unidas.

Sobre o Centro Internacional de Acesso à Vacinas (IVAC)

O Centro Internacional de Acesso à Vacinas (IVAC - The International Vaccine Access Center) tem como missão acelerar o acesso global às vacinas que salvam vidas através do desenvolvimento e implementação de políticas baseadas em evidências. Baseado na especialização e no corpo docente da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, o IVAC trabalha para fortalecer a base de evidências para a introdução de vacinas, incluindo a realização de pesquisa direcionada e concentrada em políticas em áreas tais como carga da doença, efetividade em relação aos custos, política para vacinas, previsão de demanda e epidemiologia da doença. Para mais informações visite o endereço www.jhsph.edu/ivac.

Sobre os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC - Centers for Disease Control and Prevention), parte do Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos Estados Unidos (U.S. Department of Health and Human Services) constituem a principal agência federal para a condução e apoio às atividades de saúde pública nos Estados Unidos. O foco do CDC não está apenas na excelência científica mas também no espírito essencial que representa o CDC – proteger a saúde de todas as pessoas. O CDC mantém a humanidade na linha de frente de sua missão para assegurar a proteção da saúde através da promoção, prevenção e grau de preparação. Para mais informações, visite o endereço www.cdc.gov.

FONTE  Sabin Vaccine Institute 

FONTE Sabin Vaccine Institute

SOURCE Sabin Vaccine Institute



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