Investimentos mundiais em energia limpa alcançaram a cifra recorde de US$243 bilhões em 2010 China liderou todos os membros do G-20 recebendo o valor recorde de US$54,4 bilhões

WASHINGTON, 29 de março de 2011 /PRNewswire/ -- Os financiamentos e investimentos mundiais em energia limpa cresceram significativamente em 2010 alcançando US$ 243 bilhões, 30 por cento de aumento em relação ao ano anterior. China, Alemanha, Itália e Índia estavam entre as nações que foram mais bem-sucedidas em atrair investimentos privados, de acordo com uma nova pesquisa divulgada pelo The Pew Charitable Trusts.

A China continuou a solidificar sua posição como uma potência mundial em energia limpa. Seu recorde de US$ 54,4 bilhões em investimentos em 2010 representa 39 por cento de aumento em comparação a 2009. A Alemanha foi a segunda no G-20, a partir dos últimos três anos, depois de experimentar 100 por cento de aumento de investimentos, alcançando US$ 41,2 bilhões.

"O setor de energia limpa está emergindo como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo, testemunhando 630 por cento de crescimento em financiamentos e investimentos desde 2004", disse Phyllis Cuttino, diretor do Programa de Energia Limpa do Pew. "Países como China, Alemanha e Índia se tornaram atrativos para os financiadores por terem políticas nacionais que apoiam os padrões de energia renováveis, concentrar-se na redução do gás carbônico e/ou possuir incentivos para investimento e produção, além de criar uma certeza de longo prazo para os investidores."

Os Estados Unidos, que vinham mantendo-se na primeira posição até 2008, caíram para o terceiro lugar em 2010, com US$ 34 bilhões. O Reino Unido registrou o maior declínio no grupo do G-20, caindo do quinto para o 13º lugar. O relatório sugere que as incertezas que cercam as políticas de energia limpa nestes países estão motivando os investidores a procurar oportunidades em outros locais.

A Itália atraiu US$ 13,9 bilhões em financiamento de energia limpa no ano passado, melhorando sua posição global, subindo do oitavo lugar em 2009 para o quarto em 2010. A Itália é o primeiro país a alcançar a paridade energética, ou competitividade de custo, para a energia solar. Pela primeira vez, a Índia juntou-se às 10 primeiras, atraindo US$ 4 bilhões, um aumento de 25 por cento.

A energia eólica continuou a ser a tecnologia favorita para os investidores, com US$ 95 bilhões. Entretanto, o setor solar experimentou crescimento significativo em 2010, com investimentos aumentando 53 por cento, chegando ao recorde de US$ 79 bilhões e mais de 17 gigawatts de novas capacidades de produção global. A Alemanha respondeu por 45 por cento dos investimentos mundiais em energia solar.

"À procura de tendências globais, o setor solar experimentou o mais forte crescimento entre as várias tecnologias, liderados por projetos residenciais em pequena escala", revelou Michael Liebreich, CEO do Financiamento de Nova Energia da Bloomberg. "O declínio de preços e o importante apoio dos governos ajudaram o setor solar a alcançar 40 por cento do total de investimento em energia limpa em 2010."

Com os dados compilados pelo Pew, parceiro de pesquisa de Financiamento de Nova Energia da Bloomberg, a edição do "Quem Está Ganhando a Corrida da Energia Limpa?" examina como as nações estão indo nesta concorrência cada vez mais forte pelos investimentos privados entre as economias líderes do mundo, conhecida coletivamente como o Grupo dos Vinte (G-20). Os investimentos nos países do G-20 contabilizaram mais de 90 por cento do total mundial.

Outras revelações importantes do relatório incluem:

  • Regionalmente, a Europa permaneceu como o principal receptor, atraindo US$ 94,4 bilhões, liderada pela Alemanha (US$ 41,2 bilhões) e Itália (US$ 13,9 bilhões).
  • A região da Ásia/Oceania, liderada pela China, continuou sua forte ascensão, atraindo US$ 82,8 bilhões, 33 por cento de aumento em relação ao ano anterior.
  • As Américas também registraram 35 por cento de crescimento em investimentos, mas, como região, permanece num distante terceiro lugar, atraindo US$ 65,8 bilhões.
  • Os investimentos em pequena escala, como energia solar residencial, cresceram 100 por cento, atingindo US$ 56,4 bilhões no G-20. A Alemanha responde por quase metade deste total, seguida por Japão, França, Itália e Estados Unidos.
  • A capacidade instalada de geração de energia aumentou para 388 gigawatts reunindo formas de energia como eólica, pequenas hidroelétricas, biomassa, solar, geotérmica e marinha, com a China contabilizando mais de 25 por cento do total mundial.
  • Excluindo o investimento em pesquisa e desenvolvimento (US$ 35 bilhões), os investimentos somaram US$ 198 bilhões.
  • Com aumento de 15 por cento, que chegou a US$ 118 bilhões, o financiamento de ativos respondeu pela maioria dos investimentos privados nos países do G-20.
  • O financiamento público de mercado cresceu 27 por cento para US$ 15,9 bilhões, com as empresas lançando ofertas públicas de ações para levantar capital para a expansão.
  • O capital de risco/os investimentos em participação acionária privada em energia limpa cresceram 26 por cento, chegando a US$ 8,1 bilhões. Os EUA lideraram com US$ 6 bilhões, três quartos do total do G-20.

Leia o relatório completo, incluindo perfis dos países, gráficos interativos e vídeos no www.PewEnvironment.org/CleanEnergy.

O Financiamento de Nova Energia da Bloomberg é o principal fornecedor de notícias, dados e análises sobre energia limpa e financiamento e investimento de mercado de gás carbônico. http://www.bnef.com

O Pew Charitable Trusts tem como objetivo usar o poder do conhecimento a fim de resolver os mais desafiadores problemas da atualidade. O Pew aplica abordagem analítica e rigorosa para melhorar a política pública, informar o público e estimular a vida cívica. http://www.pewtrusts.org

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FONTE  The Pew Charitable Trusts

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